31 janeiro 2023 11:14
31 janeiro 2023 11:14

Vice de Bolsonaro, Mourão elogia escolha de Lula para comandar Exército

Senador havia criticado a decisão do governo de mudar o comando do Exército

Por Redação Ecos da Notícia

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Ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos) se manifestou favoravelmente à escolha de Tomás Paiva como novo comandante do Exército.

O general foi apontado para o cargo pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), responsável pela derrota na última eleição de Jair Bolsonaro (PL), de quem Mourão foi vice.

“Excelente profissional”

À coluna de Igor Gadelha no portal Metrópoles, Mourão disse que Paiva é um “excelente profissional“, com “conhecimento e liderança necessários ao momento” que as Forças Armadas vivem.

O momento é de afirmação dos valores militares, de não permitir influência política em assuntos internos e de manter os integrantes do Exército unidos e coesos“, declarou o atual senador eleito pelo Rio Grande do Sul.

Mourão criticou mudança

A declaração acontece apenas dias depois do próprio Mourão criticar a decisão do governo de trocar o comando do Exército. Na ocasião, ele considerou que a mudança poderia alimentar uma crise entre Lula e as Forças Armadas.

Se o motivo foi tentativa de pedir a cabeça de algum militar, sem que houvesse investigação, mostra que o governo realmente quer alimentar uma crise com as Forças e em particular com o Exército. Isso aí é péssimo para o país”, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo.

Demissão de Júlio César de Arruda

No último sábado (21), Lula demitiu o general Júlio César de Arruda do cargo de comandante do Exército. Ele resistia a afastar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro. Além disso, protagonizou uma sequência de atos de insubordinação — mesmo sempre defendendo as urnas eletrônicas.

Entre as primeiras incumbências de Paiva no cargo, estão:

Conduzir o afastamento de Mauro Cid

Abrir investigação contra militares acusados de participação nos atos terroristas do último dia 8, em Brasília

As orientações de Lula devem ser seguida, mas de uma maneira que não eleve os ânimos dentro do Exército, o que significa que a prioridade é pacificar a Força.

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