31 janeiro 2023 11:39
31 janeiro 2023 11:39

Pai de menino atropelado agiu em legítima defesa ao matar motorista, diz Polícia

Condutor subiu com o carro no canteiro e atingiu a criança, que foi a óbito

Por Redação Ecos da Notícia

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Conforme a Polícia Civil, o pai do menino Danilo Pignato, de 8 anos, que morreu atropelado em Goiânia (GO), no dia 17 de dezembro, teria agido em legítima defesa ao matar o motorista responsável pelo acidente que vitimou fatalmente seu filho.

Segundo o entendimento da polícia, o autor do homicídio teria agido em legítima defesa, ao tentar impedir que o condutor fugisse do local do acidente, tendo entrado em luta corporal com ele, de forma que a força foi a única maneira de repelir a agressão do culpado pela colisão, conforme nota emitida pela corporção.

No carro do condutor que atropelou o menino foram encontradas bebidas alcoólicas e, assim, concluiu-se que ele estava embriagado no momento do acidente.

O caso

Dedilson de Oliveira Souza, 41 anos, e o filho Danilo, 8 anos, foram vender balas nos cruzamentos de Goiânia, no dia 17 de dezembro.

O ambulante se preparava para voltar para casa, na cidade de Goianira, a 25 km da capital, onde encontraria a esposa, Deisiane, e os outros três filhos.

Um Gol vermelho fez uma curva perigosa para entrar na avenida Pirineus, e surpreendeu Dedilson e Danilo.

Francilei saía de uma festa da empresa de materiais elétricos onde trabalhava.

Segundo o site Tab Uol, o inquérito aponta que o suspeito bebeu durante cerca de cinco horas antes de pegar no volante .

Segundo a Polícia Civil, o carro invadiu o canteiro da pista e atingiu diretamente Danilo, que foi pressionado contra uma árvore.

O garoto morreu no impacto na frente do pai. Francilei tentou fugir, e Dedilson tentou impedi-lo à força. Ele deu um soco que nocauteou o motorista e, nervoso, pegou uma pedra e bateu onze vezes na cabeça dele.

Francilei foi levado por bombeiros para o Hugol (Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira), com traumatismo craniano, mas morreu três dias depois.

A família dele não se manifestou. Dedilson foi preso por tentativa de homicídio e levado à Central de Flagrantes, enquanto o corpo de Danilo era encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal).

O caso chocou a cidade.

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