3 fevereiro 2023 3:56
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Onze pessoas são acusadas pelo sequestro e morte de fazendeiro em Acrelândia

Ordem para o sequestro e morte veio de dentro do presídio estadual; principal implicado é o presidiário conhecido por “Pé Quebrado”

Por Redação Ecos da Notícia

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A juíza da Vara Única da Justiça em Acrelândia, município do interior do Acre, Kamylla Acioli Lins e Silva, aceitou denúncia da promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC), contra 11 pessoas acusadas do sequestro seguido de morte do pequeno pecuarista Dinei Ingá.

O proprietário rural foi sequestrado na zona urbana de Acrelândia em outubro de 2022 e trazido para Rio Branco, onde seu corpo foi encontrado quatro dias após o sequestro, jogado numa cacimba do bairro da Paz, na periferia da Capital. O crime teria sido planejado dentro do presídio estadual pelo detento Edmilson Vieira de Mendonça, o “Pé Quebrado”.

De acordo com a denúncia do MP-AC, “Pé Quebrado”, antes de ser preso por outros crimes, tivera uma desavença com a vítima, por conta de uma venda de terras no valor de R$ 300 mil. Aliás, R$ 300 mil era exatamente a quantia exigida pelos sequestradores quando pegaram o pequeno fazendeiro em seu carro em Acrelândia e o trouxeram para Rio Branco. Inicialmente, o veículo do fazendeiro fora abandonado numa rua do bairro Vila Acre, já na Capital.

De acordo com a Polícia Civil, que investigou e solucionou o caso, Dinei só permaneceu vivo quatro dias no cativeiro. De R$ 300 mil, os sequestradores passaram a exigir a quantia de R$ 2 milhões e, como a família disse que não tinha a quantia, eles decidiram matar a vítima. Consta que, mesmo com Dinei já morto, as exigências por dinheiro continuaram. A ordem para a execução da vítima partiu de “Pé Quebrado”, de dentro do presídio.

Por isso, ele e mais dez pessoas, incluindo duas mulheres, foram denunciados pelo crime de sequestro seguido de morte e extorsão. Pelo menos dois menores de idade também têm envolvimento no crime e foram apreendidos.

Com a aceitação da denúncia, falta à Justiça marcar a data do julgamento. Os acusados não irão a Júri Popular e deverão ser julgados pela juíza de forma singular.

Com informações ContilNet

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