24 janeiro 2023 5:14
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Movimentação de R$ 400 milhões. Transmissão para o exterior. O Paulista renasceu com o fim do monopólio da Globo

Em entrevista exclusiva com o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, é possível compreender o renascimento do estadual com muito mais dinheiro, classificação para a Copa do Brasil e fim das equipes de aluguel no interior

Por Redação Ecos da Notícia

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Movimentação de R$ 400 milhões, mais dinheiro que muitos campeonatos nacionais na América do Sul.

Cinco vagas para a Copa do Brasil,

Transmissão de jogos para o exterior.

O Campeonato Paulista ganhou muito sentido e relevância no calendário do futebol deste país.

Mais do que ser apenas o torneio do estado brasileiro mais rico.

Ele se reinventou depois de um período muito difícil. Com a globalização, a Libertadores se tornou o torneio mais importante da América do Sul. O que valorizou demais o Campeonato Brasileiro. Além disso, a CBF, no início dos anos 2000, tornou a Copa do Brasil a competição de maior premiação no país.

Os estaduais, que dominaram o cenário por cerca de 70 anos, passaram a valer apenas pela rivalidade entre os clubes. Quase um estorvo no calendário do futebol. Já que não classificavam nenhum outro torneio maior. Ainda tinham as rendas baixas; só os clássicos finais atingiam grandes arrecadações.

Equipes no interior passaram a ser de aluguel. Prefeituras e empresários juntavam alguns veteranos e jovens da cidade. Formavam equipes que se desmanchavam em três meses.

Era um monopólio da Globo, que detinha o torneio, mas focava as competições nacionais e a Libertadores.

O fim do monopólio foi uma libertação. Permitiu a democratização das imagens, com enorme lucro para os clubes, que passaram a ganhar bem mais do que no passado.

O torneio passou a valer cinco vagas para a Copa do Brasil, com o fim do ranking da CBF, que garantia vaga automática aos grandes.

O calendário para os pequenos se tornou muito mais estimulante para a formação de equipes perenes, que disputam toda a temporada.

Palmeiras, São Paulo, Santos, Corinthians e Red Bull Bragantino estão na Série A, do Brasileiro. Ituano, Guarani, Ponte Preta, Novorizontino, Mirassol e Botafogo estão na Série B. São Bernardo está na C. Ferroviária, Inter de Limeira e Santo André estão na D.

Além do prestígio, o título passou a valer dinheiro.

Na revalorização do Paulista está Reinaldo Carneiro Bastos. Ex-presidente do Taubaté, desde a década de 1980 ocupa cargos importantes na FPF. Passou pelos departamentos administrativos, financeiros. Tornou-se responsável pela arbitragem. Até que, em 1996, tornou-se vice-presidente.

Assumiu a presidência em abril de 2015.

Tem o apoio absoluto dos clubes do interior e mantém ótima relação com os grandes de São Paulo. As arestas com o Palmeiras foram resolvidas, depois da final do Paulista de 2018.

Reinaldo conseguiu ser reeleito até 2026.

E, comandando o estadual mais importante do Brasil, ele tem alguns sonhos que revela nesta entrevista exclusiva ao R7.

O fim de torcida única, transmissão do Paulista para o maior número de países possível, já está na América do Sul. E movimenta muito mais dinheiro, tendo a televisão como base, além dos mais modernos meios de transmissão dos jogos.

R7 Notícias

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