6 fevereiro 2023 1:47
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Marinha manda navio porta-aviões proibido de atracar se afastar da costa brasileira

Embarcação comprada por empresa turca estava na costa pernambucana, tentando atracar, desde outubro de 2022. Justiça Federal proibiu atracação por causa de risco ambiental.

Por Redação Ecos da Notícia

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Impedido de atracar em Pernambuco desde outubro de 2022 por causa de risco ambiental, o casco do antigo navio porta-aviões São Paulo começou a ser movimentado para deixar a costa do estado. A Marinha disse, nesta sexta-feira (20), que proibiu a manutenção da embarcação perto do país devido ao elevado risco de afundar ou encalhar

Na manhã desta sexta-feira (20), o navio estava a cerca de 335 quilômetros do Porto de Suape, que fica no Litoral Sul de Pernambuco. Antes disso, desde outubro, ele estava a cerca de 46 quilômetros da costa pernambucana.

A embarcação pertencia à Marinha antes de ser vendida para a empresa turca Sök Denizcilik Tic Sti (Sök) através de uma licitação. A empresa pretendia levá-lo para a Turquia, mas o casco, que saiu do Rio de Janeiro rebocado por outra embarcação, não foi autorizado a entrar no país por conter amianto

O que diz a Marinha

Em nota, a Marinha informou que:

  • A empresa turca que comprou o navio não adotou medidas necessárias para manter a embarcação em segurança na área marítima perto da costa brasileira;
  • A Autoridade Marítima Brasileira fez uma perícia no casco do navio e constatou “severa degradação das condições de flutuabilidade e estabilidade”;
  • O casco não tem seguro e sequer contrato para atracação e reparo com algum estaleiro ou empresa;
  • A empresa turca parou de pagar o rebocador que é responsável pelo navio.
  • No dia 10 de janeiro, a empresa disse que não tinha mais recursos para manter o navio sem definição e ameaçou abandoná-lo no mar.
  • A Autoridade Marítima Brasileira determinou que o rebocador leve o porta-aviões para uma área com maior profundidade, sendo o reboque acompanhado pela fragata União e pelo navio de apoio oceânico Purus.
  • Para garantir a segurança da navegação e a prevenção da poluição ambiental na costa brasileira e seus portos, não foi autorizada a aproximação do porta-aviões de águas interiores ou terminais portuários do Brasil.
  • Entenda o caso

    • Após ser vendido para uma empresa turca, que não conseguiu levá-lo para a Turquia, o navio foi rebocado de volta ao Brasil.
    • A empresa decidiu atracar a embarcação em Suape, no Grande Recife, por Pernambuco ser mais próximo da Europa, e não no Rio de Janeiro, de onde a embarcação partiu;
    • Por causa de risco ambiental, o governo de Pernambuco foi contrário à atracação e acionou a Justiça Federal.
    • Uma decisão judicial proibiu que o porta-aviões atracasse no estado e determinou multa diária de R$ 100 mil ao governo federal e à empresa agenciadora, em caso de descumprimento;
    • Em janeiro de 2023, a empresa responsável pelo navio ameaçou abandonar o porta-aviões no mar e disse que era um “pedido de socorro” por não ter mais recursos para manter a embarcação.

     

    G1

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