1 fevereiro 2023 1:23
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Google, Microsoft e Amazon cortam 40 mil vagas em uma semana

Nova leva de demissões é mais um capítulo da crise enfrentada pelas big techs diante do cenário econômico global, queda de investimentos e inflação crescente

Por Redação Ecos da Notícia

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Microsoft , Amazon e Google, três das maiores empresas do mundo, começaram a cortar um total de 40 mil empregos em uma semana, em mais um capítulo da crise enfrentada pelo setor de tecnologia pós-pandemia, diante do cenário econômico global desafiador e queda de investimentos.

A gigante do software começou a notificar alguns dos 10.000 trabalhadores que perderão seus empregos neste trimestre, enquanto sua vizinha de Seattle e rival na nuvem Amazon começou a enviar e-mails para empregados nos Estados Unidos, Canadá e Costa Rica, que estão entre as 18 mil pessoas cujas vagas serão eliminadas. Nesta sexta-feira, foi a vez da gigante de buscas na internet anunciar que vai demitir 12 mil funcionários e que os cortes vão atingir todos os setores da empresa no mundo.

As empresas alegam que as medidas dolorosas eram necessárias para compensar a desaceleração das vendas e uma possível recessão que tornou os clientes mais cautelosos. A indústria de tecnologia se beneficiou durante a pandemia de um aumento na demanda por computadores, smartphones, software e nas vendas on-line, levando a um ritmo frenético de contratações.

A onda de demissões vem afetando outras grandes empresas do setor. A Salesforce anunciou no início deste mês que cortaria cerca de 10% de sua força de trabalho depois de reconhecer que sua equipe quase triplicou nos últimos quatro anos.

A Meta Plataforms, controladora do Facebook, Instagram e Whatsapp, anunciou cortes generalizados de empregos, e o Twitter, comprado pelo bilionário Elon Musk, cortou cerca de metade de sua força de trabalho.

Abaixo listamos como será o processo de cortes nas big techs e os negócios que terão prioridade daqui pra frente:

Google

Com o anúncio das demissões, o Google tornou-se a mais recente big tech a reduzir custos após anos de crescimento e contratações. Os cortes, que equivalem a mais de 6% de sua força de trabalho global, vão atingir todos os setores da gigante de buscas. A empresa está lidando com uma desaceleração na publicidade digital e sua divisão de computação em nuvem continua atrás da Amazon e da Microsoft.

“Estes são momentos importantes para aprimorar nosso foco, reestruturar nossa base de custos e direcionar nosso talento e capital para nossas maiores prioridades”, escreveu Sundar Pichai, CEO da Alphabet, controladora do Google, no e-mail dirigido à equipe nesta sexta-feira.

Pichai acrescentou que a empresa tem uma “oportunidade substancial” à frente com inteligência artificial, uma área-chave de investimento em que o Google está enfrentando um aumento na concorrência.

O executivo informou que a Alphabet pagaria aos funcionários demitidos 16 semanas de indenização e seis meses de benefícios de saúde nos EUA, com outras regiões recebendo pacotes com base nas leis e práticas locais.

Microsoft

Falando antes do anúncio dos cortes, o diretor-executivo da Microsoft, Satya Nadella, observou que o setor de tecnologia está passando por um período de desaceleração do crescimento e precisará se ajustar.

– Durante a pandemia houve uma aceleração rápida. Acho que vamos passar por uma fase hoje em que há alguma normalização na demanda – disse Nadella em entrevista concedida no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. – Teremos que fazer mais com menos – teremos que mostrar nossos próprios ganhos de produtividade com nossa própria tecnologia – acrescentou.

A Microsoft informou que ainda planeja contratar pessoas em áreas estratégicas e competitivas, como inteligência artificial. Mas muitas outras divisões estavam perdendo pessoal, incluindo seu negócio de óculos HoloLens, que está reduzindo o trabalho para a fabricação de um fone de ouvido para o Exército dos EUA que o Congresso se recusou a financiar este ano, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

Veja fotos das Lojas Americanas ao longo dos anos

Lojas Americanas: empresa foi fundada em 1929, na cidade de Niterói, no então estado da Guanabara, pelos empresários Max Landesmann (da Áustria), John Lee, Glen Matson, James Marshall e Batson Borger (dos Estados Unidos).  — Foto: Reprodução
Em 1982, os principais acionistas do Banco Garantia, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, entraram na composição acionária de Lojas Americanas como controladores. — Foto: Reprodução
Lojas Americanas na Rua Marechal Deodoro, em Juiz de Fora, em outubro de 1969. — Foto: Reprodução

Empresa com quase um século de existência está sob crise de R$ 20 bilhões em rombo financeiro

De acordo com o que foi informado pela Bloomberg anteriormente, a empresa planeja eliminar cargos em várias divisões de engenharia. Oscortes se estenderam à divisão de videogames da Microsoft, onde alguns funcionários da Bethesda Game Studios, fabricante do próximo jogo da franquia Starfield, bem como da 343 Industries, empresa por trás do Halo Infinite, lançado em 2021, foram afetadas. A Microsoft está eliminando 878 cargos em Washington, de acordo com um pedido de emprego estadual.

“Esses são os tipos de escolhas difíceis que fizemos ao longo de nossos 47 anos de história para continuar sendo uma empresa importante neste setor que é implacável com quem não se adapta às mudanças de plataforma”, disse Nadella em um post publicado no blog da empresa e em um e-mail direcionado à equipe.

A Microsoft assumirá um encargo de US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre fiscal relacionado aos cortes, o que afetará menos de 5% de sua força de trabalho e reduzirá 12 centavos de lucro por ação, disse a empresa em um documento corporativo. A Microsoft, com sede em Redmond, Washington, disse que o montante irá cobrir os custos de rescisão, “mudanças em nosso portfólio de hardware” e o custo de consolidação de locações de imóveis à medida que a empresa cria maior densidade em seus espaços de trabalho.

A Microsoft está programada para divulgar seus resultados na próxima terça-feira, dia 24, e a expectativa é de que registre um ganho de vendas de 2% no segundo trimestre, seu aumento de receita mais lento em seis anos. Os produtos de computação em nuvem da companhia alimentaram um ressurgimento do crescimento na última década, mas mesmo esse negócio começou a desacelerar.

Os analistas previam que a Microsoft, que resistiu a desacelerações anteriores sem grandes cortes de empregos, sentiria o aperto este ano.

A gigante do software está fazendo grandes apostas em inteligência artificial para alimentar sua próxima onda de crescimento. Ela planeja incorporar ferramentas baseadas em IA – algumas construídas internamente e outras de sua parceria com o desenvolvedor OpenAI – em seus serviços de nuvem Azure, aplicativos de escritório e ferramentas de programação de software. Também está trabalhando para conquistar mais clientes para o Azure e programas de produtividade do Office baseados em nuvem, como o software de conferência Teams, que gera fluxos de receita recorrentes.

A Microsoft começará a notificar alguns dos trabalhadores demitidos imediatamente, e outros serão comunicados nos próximos meses. Os trabalhadores americanos que forem demitidos receberão “indenizações acima do mercado, cobertura de saúde contínua por seis meses, aquisição contínua de prêmios de ações por seis meses, serviços de transição de carreira e aviso prévio de 60 dias antes da rescisão”, disse Nadella. Fora dos EUA, a Microsoft cumprirá as leis locais.

Amazon

Enquanto isso, o chefe de varejo mundial da Amazon, Doug Herrington, disse que os cortes da gigante do varejo fazem parte de um esforço para reduzir custos “para que possamos continuar investindo na ampla seleção, preços baixos e remessa rápida que nossos clientes adoram”.

Herrington acrescentou que a empresa “continuará investindo significativamente” em áreas de crescimento, incluindo mantimentos, programa de vendas business-to-business da Amazon, serviços para vendedores terceirizados e assistência médica.

As demissões começaram no ano passado e inicialmente atingiram mais o grupo de dispositivos e serviços da Amazon, que constrói a assistente digital Alexa e os alto-falantes inteligentes Echo. A última rodada afetará principalmente a divisão de varejo e recursos humanos.

Com informações O Globo

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