1 fevereiro 2023 9:13
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Bolsonaro termina governo com maior rejeição em um 1º mandato, segundo Datafolha

O presidente encerra o mandato com 37% de rejeição, o pior resultado no final de um primeiro mandato desde a redemocratização

Por Redação Ecos da Notícia

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O presidente Jair Bolsonaro chega ao fim do mandato com 37% de rejeição, segundo a pesquisa Datafolha. Outros 39% consideram o governo ótimo ou bom e 24% declaram que viam o período como regular. O resultado é o pior entre todos os primeiros mandatos, desde a redemocratização — com exceção a Fernando Collor, que em 1992 renunciou ao se tornar alvo de impeachment e não concluiu o mandato.

O levantamento foi feito nos dias 19 e 20 de dezembro e ouviu 2.206 eleitores, em 126 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Bolsonaro tornou-se o primeiro presidente a não se reeleger desde a redemocratização. Segundo o Datafolha, Fernando Henrique Cardoso, no fim de 1998, teve uma aprovação de 35%, reprovação de 25% e 37% regular. Lula terminou o primeiro mandato com 52% dos brasileiros considerando seu governo ótimo ou bom, 14% ruim ou péssimo e 34% regular. Dilma Rousseff, em 2014, reunia a aprovação de 42% dos entrevistados, 14% de reprovação e 34% regular.

O levantamento deste ano demonstra diversas turbulências dos quatro anos de Bolsonaro como presidente. Entre crises políticas, a pandemia da covid-19 e manifestações em que instigou eleitores a violência, com ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o ápice de aprovação ocorreu no segundo semestre de 2020, quando os primeiros efeitos do auxílio emergencial foram sentidos pela parcela mais pobre da população.

Em dezembro de 2021, a rejeição ao presidente alcançou o pico na marca de 53%, retrato do clima pós-manifestações de 7 de setembro, convocadas pelo próprio presidente, e dos impasses em torno dos benefícios sociais que viriam a ser prensados no Auxílio Brasil.

Comparativamente, em 2006, Lula encerrava o seu primeiro momento na presidência com 84% dos brasileiros acreditando que o governo havia deixado um país melhor e 12%, um pior.

Correio Braziliense 

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