8 dezembro 2022 2:48
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Shopping Popular de Rio Branco passa a ser administrado por empresa privada

Administração do empreendimento estava em transição da prefeitura para uma empresa privada, que ganhou o processo licitatório. Iniciativa privada deve assumir em definitivo a gestão a partir de dezembro deste ano.

Por Redação Ecos da Notícia

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Dois anos após a lei que terceiriza a administração do Shopping Popular de Rio Branco ser sancionada, uma empresa começa a assumir em definitivo o empreendimento. O Aquiri Shopping deve ser administrado pela iniciativa privada por um prazo de seis anos.

A empresa ganhou o processo licitatório recentemente e assinou a documentação de transição com a Prefeitura de Rio Branco no início do mês. A implantação da nova gestão deve ser concluída no mês de dezembro.

“Foi feita uma licitação aberta para participação de todos, uma empresa que atendeu todos os requisitos do edital, tem experiência larga em grandes centros como Minas Gerais, São Paulo e, nesse momento, lógico que existe uma residência por conta da nossa cultura de tudo o poder público bancar. Nossa administração está cumprindo o que está na lei, o que foi compactuado lá atrás”, explicou o secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana de Rio Branco (Seinfra), Antônio Cid Ferreira.

A lei que terceiriza a administração foi sancionada pela ex-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, em julho de 2022. Antes da sanção, o PL chegou a ser retirado de pauta na Câmara de vereadores, no mês de junho do mesmo ano, a pedido dos camelôs que queriam ser ouvidos e pediam alterações no PL.

O estabelecimento foi inaugurado em dezembro de 2020 e, pelo menos, 480 camelôs que trabalhavam no Calçadão da Benjamin Constant foram transferidos para o local. Com a saída da administração pública, os camelôs deixam de ser permissionários e passam a ser locatários e a pagar aluguel.

Por causa da pandemia, os comerciantes só começaram a pagar taxas mensais pelos boxes no início de 2022. Essas taxas variavam de R$ 267 a R$ 400, dependendo do tamanho do espaço ocupado. Porém, apesar do investimento, os comerciantes reclamam do baixo movimento e até de problemas na estrutura do prédio.

Em entrevista à Rede Amazônica Acre nessa sexta-feira (18), o prefeito Tião Bocalom disse que a gestão conversa com a empresa ganhadora da licitação para que sejam mantidos os valores cobrados antigamente pela prefeitura.

“Sabemos que nossos lojistas ainda não estão ganhando dinheiro, lá no shopping é um problema sério, no piso do meio e superior as pessoas não vão e, por isso, perdoamos o aluguel de todo mundo. Essa empresa que entrou não vai colocar o dinheiro dela, vai querer receber dinheiro”, destacou.

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Gastos públicos

Ainda segundo o secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana de Rio Branco, a prefeitura gasta mensalmente cerca de R$ 158 mil com a administração do shopping.

“A finalidade da prefeitura não é essa, não tem que ficar bancando tudo. Além da manutenção de tudo isso, fornecemos água, papel higiênico e outras coisas. O contribuinte não paga imposto com essa finalidade, então, uma empresa privada com experiência vai fomentar a economia”, frisou.

Antônio Cid Ferreia alegou que a transição será feita de forma que não cause tanto impacto nos comerciantes. “Já baixei o decreto, vão ser cancelados todos os contratos de permissionários e agora haverá os contratos de locatários”, concluiu.

Por Aline Nascimento, g1 AC — Rio Branco

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