24 novembro 2022 12:36
24 novembro 2022 12:36

Nova GREVE dos caminhoneiros confirmada? Vai faltar produtos nos SUPERMERCADOS?

Boatos começaram a circular em redes sociais com posts, hashtags e áudios que citam uma paralização da categoria prevista para começar hoje.

Por Redação Ecos da Notícia

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Um rumor sobre uma suposta greve dos caminhoneiros circula nas redes sociais e deixa os brasileiros preocupados com a possibilidade de desabastecimento dos supermercados e demais estabelecimentos. A movimentação teve início após o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar o bloqueio das contas bancárias de 43 pessoas.

As contas bloqueadas são de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de financiarem os atos antidemocráticos que contestam o resultado das eleições presidenciais que deu a vitória a Lula. Um grupo de caminhoneiros se articula em um movimento de greve como uma reação a decisão dos ministros.

O STF determinou a aplicação de multa para os manifestantes que bloquearem a passagem nas vias públicas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para evitar os bloqueios e garantir a passagem dos cidadãos nas rodovias de todo o país. Alguns grupos seguem com os protestos.

Vai ter greve dos caminhoneiros?

Publicações e posts com frases como “Caminhões em greve”, “Brasil parado”, hashtags “#SOSForçasArmadas”, “ForaDitaduraSTF” e áudios com discurso de ódio estão circulando nas redes sociais. O intuito é fazer os usuários e cidadãos acreditarem que a categoria se uniu e decidiu paralisar, mas não é bem assim.

Um grupo de caminhoneiros realmente tem a pretensão de se manifestar dessa forma, contudo não é o que defende a maior parte da categoria. Os sindicatos espalhados pelos país negam que qualquer paralisação organizada por eles esteja prevista para acontecer nos próximos dias.

Uma minoria defende a paralização após o Ministro Alexandre de Moraes determinar a aplicação de multa no valor de R$ 100 mil, por hora, aos donos de veículos que estiverem bloqueando as vias públicas e impedindo a passagem dos cidadãos e transporte de mercadorias, em virtude de manifestações que contestam o resultado das eleições.

A última greve dos caminhoneiros aconteceu em 2018, na ocasião a categoria lutava contra os reajustes de preço do diesel e de outras condições que atrapalhavam os trabalhadores da área. A palavra “greve ” utilizada desta vez é com o único intuito de impactar e causar pânico na população em torno da possibilidade de desabastecimento e falta de produtos nos supermercado.

Situação das estradas

A PRF atualiza diariamente a situação das estradas, indicando onde há bloqueio e se é total, com interdição da pista, ou parcial, quando dá para passar nas rodovias. A atualização da sexta-feira (18) divulgou que 1.158 manifestações foram desfeitas. Até às 14h, havia 4 vias com fluxo totalmente interrompido.

De acordo com os dados, Rondônia é o estado com maior concentração de interrupções. Os bloqueios permanecem em Porto Velho (RO), Presidente Médici (RO), Caruaru (PE) e Lucas do Rio Verde (MT). As informações são atualizadas constantemente nos canais oficiais da PRF.

O movimento de algumas pessoas com caminhões não pode ser enquadrado como parte de um grupo de trabalhadores. Dessa forma, mesmo que movimentações com caminhões nesses atos ocorram, elas não podem ser chamadas de “greves dos caminhoneiros”. Isso porque a reinvindicação não envolve questões voltadas à classe dos caminhoneiros, sendo apenas de cunho político e caráter pessoal.

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