6 dezembro 2022 11:37
6 dezembro 2022 11:37

“Não é papel das Forças Armadas fazer avaliação política”, diz Gleisi

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann comentou nota divulgada pelas Forças Armadas, na qual defendem as manifestações pelo país

Por Redação Ecos da Notícia

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A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta sexta-feira (11/11) que não é papel dos comandantes das Forças Armadas fazer qualquer tipo de “avaliação política”.

Durante coletiva à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede da transição de governo, a deputada reeleita foi questionada sobre a nota divulgada pelos comandantes militares, na qual defendem as manifestações que vêm ocorrendo pelo país, mas condenam os “excessos” e a “restrição dos direitos”.

O texto ainda diz que os militares estão focados no seu “papel constitucional” e reafirmam o “compromisso irrestrito e inabalável com o povo brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil”.

A nota é assinada pelo almirante de esquadra Almir Garnier dos Santos (Marinha), pelo general Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e pelo tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica).

“No meu entender, não é papel dos comandantes das Forças Armadas fazer avaliação política, se posicionar politicamente nem fazer avaliação sobre as instituições republicanas. […] Eu vejo os fatos desses comandantes, desse governo, um fato que tende a ser isolado. Não acredito que a totalidade das Forças Armadas pensem assim”, disse Gleisi.

Gleisi cita a Constituição

Segundo ela, o direito de manifestação não cabe a quem atenta à Constituição. “Nós temos que defender a Constituição e a democracia”, complementou.

Atos que envolvem bloqueios de rodovias ocorrem desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições, no dia 30 de outubro. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) ficaram insatisfeitos com o resultado e deram início às manifestações.

O documento desta sexta é o terceiro seguido em que os militares discutem sobre eleição. Na quarta-feira (9/11), o Ministério da Defesa divulgou o já aguardado “relatório do trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação”, elaborado pelas Forças Armadas.

Dentre outras coisas, o texto, assinado pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), descartou provas concretas de fraude, mas levantou hipóteses. Com a repercussão, no dia seguinte, as Forças Armadas divulgaram outra nota, afirmando que a primeira havia sido “distorcida”.

Metrópoles

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