28 novembro 2022 3:42
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Cientistas mostram como os humanos poderão parecer no ano 3000

Por Redação Ecos da Notícia

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A presença da tecnologia no cotidiano da população traz uma série de benefícios, como a maior facilidade na comunicação e no acesso à informação, porém leva a impactos na saúde que já se tornam perceptíveis. Problemas para dormir e na visão, por exemplo, têm crescido nos últimos anos como reflexo do tempo excessivo de telas.

Porém, considerando a evolução do ser humano, essa adesão massiva aos dispositivos é relativamente recente, e os impactos a longo prazo para as próximas gerações que habitarão o planeta ainda são desconhecidos.

Para criar uma ideia do que pode estar pela frente, e ao mesmo tempo fazer um alerta sobre os hábitos atuais, uma empresa de telecomunicações chamada Toll Free Forwarding conversou com cientistas sobre as suas expectativas e desenvolveu uma simulação 3D do que pode se tornar o ser humano dos anos 3000.

Chamada de Mindy, a representação chama atenção pela corcunda, o pescoço largo, as mãos em formato de garra e uma segunda pálpebra. Confira os principais pontos destacados pelos cientistas e o que leva às possibilidades no futuro.

Costas curvadas

Simulação 3D mostra como humanos podem ser em 3000 como consequência do vício em tecnologia. — Foto: Reprodução / Toll Free Forwarding
Simulação 3D mostra como humanos podem ser em 3000 como consequência do vício em tecnologia. — Foto: Reprodução / Toll Free Forwarding

Segundo os responsáveis pelo projeto, o hábito de estar sempre olhando para baixo para a tela de smartphones e computadores impacta diretamente a postura. No comunicado de divulgação da Mindy, o especialista em saúde e bem-estar Caleb Backe explica que a prática “cansa o pescoço e desequilibra a coluna”.

“Consequentemente, os músculos do pescoço precisam fazer um esforço extra para sustentar a cabeça. Sentar-se em frente ao computador no escritório por horas a fio também significa que seu torso é puxado na frente de seus quadris”, destaca Backe.

Mãos de garra e cotovelo em 90 graus

Simulação 3D mostra como humanos podem ser em 3000 como consequência do vício em tecnologia. — Foto: Reprodução / Toll Free Forwarding
Simulação 3D mostra como humanos podem ser em 3000 como consequência do vício em tecnologia. — Foto: Reprodução / Toll Free Forwarding

Nos braços e nas mãos há duas mudanças anatômicas que chamam atenção na Mindy. Pelo uso excessivo de smartphones, especialmente para digitar mensagens, comentários e outros textos, os dedos do ser humano de 3000 são curvados como uma garra.

Os criadores do projeto destacam que os celulares são muito mais utilizados hoje que os computadores, elevando esse risco. Já no braço, o cotovelo em 90 graus é também uma consequência de estar constantemente com ele na posição dobrada para acessar os dispositivos.

‘Pescoço tecnológico’

Outra característica da Mindy é o chamado “pescoço tecnológico”. Os criadores citam um artigo publicado pelo médico Daniel Riew, do Hospital Prespiteriano de Coluna Och, em Nova York, em que explica o problema. “Quando você está trabalhando em um computador ou olhando para o telefone, os músculos da nuca precisam se contrair para manter a cabeça erguida”, escreve o especialista.

“Quanto mais você olha para baixo, mais os músculos precisam trabalhar para manter a cabeça erguida”, acrescenta Riew. Com isso, o pescoço torna-se mais grosso e podem ficar excessivamente cansados e doloridos pelo esforço contínuo.

Segunda pálpebra

Simulação 3D mostra como humanos podem ser em 3000 como consequência do vício em tecnologia. — Foto: Reprodução / Toll Free Forwarding
Simulação 3D mostra como humanos podem ser em 3000 como consequência do vício em tecnologia. — Foto: Reprodução / Toll Free Forwarding

Por fim, os responsáveis pela simulação estimam ainda que os problemas de visão provocados pelas telas podem levar a uma evolução humana que provoque o desenvolvimento de uma segunda pálpebra que protegeria os olhos da iluminação dos dispositivos tecnológicos.

É o que sugere o cientista Kasun Ratnayake, da Universidade de Toledo, nos Estados Unidos. “Os seres humanos podem desenvolver uma pálpebra interna maior para evitar a exposição à luz excessiva, ou a lente do olho pode ser desenvolvida evolutivamente de modo a bloquear a entrada de luz azul, mas não outras luzes de alto comprimento de onda, como verde, amarelo ou vermelho”, diz o especialista.

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