25 novembro 2022 4:56
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Amiga de Flordelis ‘treinou’ testemunhas para não envolvê-la no crime, diz neta

De acordo com Rebeca, segunda testemunha de acusação ouvida neste quarto dia de julgamento na comarca de Niterói do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Paula do Vôlei, como é conhecida, procurou os filhos e netos de Flordelis para submetê-los a perguntas.

Por Redação Ecos da Notícia

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Neta da ex-deputada e pastora evangélica Flordelis dos Santos de Souza, Rebeca Vitória Rangel Silva afirmou em depoimento na manhã desta quinta-feira, 10, no julgamento sobre o homicídio do pastor Anderson do Carmo, que Paula Neves Magalhães de Barros, amiga e braço direito da avó, simulou a coleta de depoimentos de testemunhas do processo para instruí-las a não acusar a ex-parlamentar. De acordo com Rebeca, segunda testemunha de acusação ouvida neste quarto dia de julgamento na comarca de Niterói do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Paula do Vôlei, como é conhecida, procurou os filhos e netos de Flordelis para submetê-los a perguntas.

“Ela sentava com a gente e simulava que ela era a delegada. Se a gente falasse algo sobre a Flordelis, ela dizia que não. Ela fazia a nossa cabeça para chegar na DH (Delegacia de Homicídios) e não acusar a Flordelis. Se eu falasse que a Flordelis era a mandante do crime, ela cortava”, afirmou.

Flordelis ‘permitiu’ crime, diz filha adotiva

A primeira testemunha do dia, Roberta dos Santos, filha adotiva da ex-parlamentar e de Anderson do Carmo, disse ainda que o assassinato do pastor “só aconteceu porque ela (Flordelis) permitiu”. Questionada se Flordelis foi a mandante do crime, Roberta foi taxativa: “Com certeza”.

Segundo ela, a família de Flordelis “não era uma família normal, mas era uma família”.

“Torta, errada, mas era uma família. Aprendemos a normalizar. Era uma família enorme. O Niel (apelido de Anderson, marido da ex-parlamentar) tratava a Flordelis como um Deus. O Niel tinha muito respeito por ela”, disse.

A filha da ex-deputada negou que a mãe ou uma das irmãs tenham sido alvo de abuso sexual por parte de Anderson do Carmo.

“Não existe abuso sexual. O Niel (Anderson) não era um abusador”, disse. “Quando me perguntam isso, me dá um embrulho no estômago. A forma como eles estão levando isso é um deboche com mulheres que realmente sofrem abuso sexual. Isso é uma afronta. O Niel respeitava. Ele não permitia que a gente andasse de biquíni, de short curto, porque tinha muito homem naquela casa. Abuso sexual eu nunca ouvi naquela casa. É uma casa grande, tem fofoca. Se tivesse, saberíamos.”

Rebeca e Roberta foram ouvidas como testemunhas de acusação nesta quarta-feira. Onze pessoas já prestaram depoimentos até o momento. Ainda estão previstas as oitivas de outras 16 pessoas em defesa dos réus.

Estadão Conteúdo

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