4 outubro 2022 7:30
4 outubro 2022 7:30

Durante programa eleitoral, Lula prega contra o ódio e Bolsonaro promove o 7 de Setembro

Por Redação Ecos da Notícia

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Os líderes nas pesquisas eleitorais na corrida pela Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), usaram suas propagandas políticas obrigatórias na TV neste sábado (10/9) para repercutir temas da semana e para criticar um ao outro.

Sem citar casos concretos, como o assassinato de um apoiador do PT por um bolsonarista na última sexta-feira (9/9), em uma agrovila no interior de Mato Grosso, o programa do PT focou em criticar o ódio e a violência na política.

“O Brasil não tinha essa cultura de pregação do ódio”, diz Lula, na peça publicitária. “Você substituiu a alegria da política, a alegria da divergência, a alegria do debate, pelo ódio. Não é assim a política”, discursou o ex-presidente no programa.

“A gente não pode fazer da eleição uma guerra”, ressaltou Lula, que também prometeu governar para todos, caso seja eleito. “Você não precisa gostar de mim, mas vai ser tratado com o respeito daquele que me aplaude”.

Já a campanha de Bolsonaro focou o programa, como já tinha feito ao longo da semana, em imagens dos atos de apoio ao presidente em 7 de Setembro e em entrevistas com brasileiros que foram aos eventos.

Apesar de não citar fala do ex-presidente Lula, que comparou os atos a uma reunião da organização racista norte-americana Ku Klux Klan, a peça de propaganda bolsonarista mostrou várias imagens de apoiadores negros que estiveram nas manifestações.

Bolsonaro não fala na peça exibida neste sábado, mas trechos do discurso dele no feriado da Independência foram reprisados. “Hoje vocês tem um presidente que acredita em Deus e um governo que defende a família. Somos uma pátria majoritariamente cristã, que não quer liberação das drogas ou legalização do aborto”, diz Bolsonaro em um dos trechos.

Ao final, o programa de Bolsonaro recupera um trecho de entrevista de Lula dizendo que “essa pauta da família e dos valores é uma pauta muito atrasada”.

Metrópoles

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