2 outubro 2022 9:15
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Servidores federais: Reajuste pode custar R$ 67 bilhões aos cofres públicos

Essa é apenas uma das bombas fiscais que não cabem no Orçamento de 2023, que precisa ser enviado pelo Executivo ao Congresso até esta quarta-feira (31/8)

Por Redação Ecos da Notícia

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As promessas do presidente Jair Bolsonaro (PL) de conceder reajuste para o funcionalismo devem custar bem mais do que os R$ 11,7 bilhões reservados pela equipe econômica para essa finalidade no ano que vem, podendo chegar a R$ 67 bilhões, dependendo do percentual de reajuste. Essa é apenas uma das bombas fiscais que não cabem no Orçamento de 2023, que precisa ser enviado pelo Executivo ao Congresso até esta quarta-feira, e deve custar mais do o aumento de R$ 200 no Auxílio Brasil a partir do ano que vem.

Um aumento de 5% para o funcionalismo federal, pode custar R$ 17 bilhões em 2023, pelos cálculos do economista Gabriel Leal de Barros, sócio da Ryo Asset. A estimativa é superior aos R$ 12,6 bilhões previstos por técnicos da equipe econômica para uma correção nesse mesmo percentual. Caso o reajuste fique em torno de 20%, como pleitearam os servidores neste ano, a fatura anual passa para R$ 67 bilhões, pelas contas de Barros.

No primeiro debate na TV aberta dos candidatos à Presidência da República, realizado no domingo pelo pool de veículos de imprensa liderado pela TV Bandeirantes e a TV Cultura, Bolsonaro voltou a prometer que manterá o valor de R$ 600 do Auxílio Brasil em 2023, mas não disse com que recursos. Pelas contas de Barros, essa medida deve custar, pelo menos, R$ 50 bilhões por ano, considerando 20 milhões de famílias beneficiadas.

Mas as bombas fiscais não param por aí. Ainda há o impacto adicional do reajuste do salário mínimo, considerando o aumento real do piso se ele for aplicado entre 2023 e 2026, o que deve adicionar R$ 27 bilhões aos gastos, de acordo com o analista.

Pelos cálculos de Barros, somente em 2023, o impacto fiscal dessas medidas gira entre R$ 70 bilhões e R$ 120 bilhões. Mas ele admite que a tendência é que o valor fique bem maior, porque não estão incluídas na conta várias outras decisões, como a prorrogação das renúncias fiscais sobre combustíveis. “Há uma série de despesas já contratadas para o próximo ano. Essa é apenas a ponta do iceberg”, alertou o economista da Ryo Asset. Em algumas estimativas do mercado, a fatura das bombas fiscais armadas para 2023 varia entre R$ 200 bilhões e R$ 430 bilhões.

Fonte: Correio Braziliense 

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