24 setembro 2022 3:14
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Recenseadores do IBGE são assaltados e tem equipamentos levados por criminosos

Depois que são assaltados, os trabalhadores ficam impossibilitados de dar continuidade ao Censo. IBGE afirma que aparelhos levados por criminosos não tem valor de mercado.

Por Redação Ecos da Notícia

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Desde o dia 1º de agosto, quando iniciou o Censo 2022, dez recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já foram vítimas de assalto em Porto Velho.

Em entrevista à Rede Amazônica, um agente supervisor do IBGE contou já ter presenciado assalto contra uma equipe que fazia a entrevista do Censo na capital de Rondônia.

“Chegou um rapaz de moto, já abordando e pedindo os aparelhos (usados na coleta dos dados). A todo momento ele dizia que estaria com arma. Tinha uma recenseadora com uma mochila e ele a pegou, e depois pediu que os demais recenseadores jogassem todos os aparelhos dentro daquela mochila. Ainda tentei ir atrás para identificar alguma questão de placa, alguma coisa, mas não tive como pegar nenhuma característica assim da moto”, contou o agente, preferindo não se identificar.

Em menos de um mês, o IBGE afirma que dez recenseadores foram roubados nas ruas de Porto Velho.

Depois que são assaltados, os trabalhadores ficam impossibilitados de dar continuidade ao Censo, isso até que outro Dispositivo Móvel de Coleta ( DMC) seja disponibilizado.

Um dos trabalhadores roubados lembra do medo que sentiu durante o assalto. “Graças a Deus não aconteceu nenhum tipo de agressão, todos ficaram bem. Claro que o nervosismo e o medo daquela situação deixaram algumas pessoas abaladas”, conta.

Segurança dos dados

Jorge Elarrat, coordenador operacional do Censo 2022, diz que o dado de nenhum morador corre risco de ser vazado depois que o DMC é roubado.

Segundo ele, as informações dos entrevistados são enviadas para o sistema do IBGE logo após a pesquisa e podem ser acessadas apenas com senhas.

O IBGE diz ainda os programas são destruídos automaticamente ou quando o equipamento DMC se conecta à Internet.

Além disso, o instituto informou que o DMC não é smartphone e não tem valor de mercado. “Ao ser roubado ou furtado, ele é automaticamente rastreado, apagado e inutilizado. De modo que, uma vez desviado por terceiros, o DMC não passa de um toco ou de um tijolo, sem nenhuma funcionalidade ou utilidade”.

Fonte: G1

 

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