24 setembro 2022 9:33
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Leandro Lo, morto após ser baleado, empilhou títulos no jiu-jítsu

O lutador conquistou o Campeonato Mundial de jiu-jítsu oito vezes, por cinco categorias diferentes

Por Redação Ecos da Notícia

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Leandro Lo, baleado na madrugada deste domingo (7/8) por um PM em um show no Esporte Clube Sírio, Zona Sul de São Paulo, conquistou o Campeonato Mundial de jiu-jítsu oito vezes, por cinco categorias diferentes, além de outros oito títulos no Pan-Americano e Campeonato Brasileiro.

O paulistano de 33 anos tem morte cerebral confirmada pelo Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, no Jabaquara. Ele estava em meio à preparação para outro campeonato que disputaria na próxima sexta-feira (12), em Austin, Texas, nos Estados Unidos.

Lo nasceu no dia 11 de maio de 1989, na Zona Oeste da capital e iniciou em seu esporte preferido com 14 anos, sob a tutela do professor Cicero Costha, no Projeto Social Lutando pelo Bem. Foi ali que alcançou a sua faixa preta, mas já competia antes mesmo da especialização.

O cartel de Leandro é incrível: 268 vitórias e apenas 39 derrotas, sendo somente dez delas por finalização. Na Copa Pódio, manteve uma invencibilidade por dois anos, entre 2011 e 2013. Recentemente, o lutador postou em suas redes sociais celebrando o aniversário de sua primeira conquista mundial, em 2012, após conquistar mais uma vez o topo do planeta neste ano.

“O primeiro [título] é a sensação de conseguir ser campeão mundial, esse foi eu ainda consigo ser campeão mundial, as duas melhores sensações da minha vida. Obrigado todos que estão sempre comigo na alegria na tristeza!”, postou Lo.

MMA não era atração

Muitos brasileiros e brasileiras que se destacaram no jiu-jítsu migraram para o mundo das Artes Marciais Mistas. Leandro Lo, em seu primeiro combate na modalidade, enfrentou e perdeu para Gilbert Burns, hoje no UFC, maior competição do MMA no mundo, para ficar só em um exemplo. Mas o caminho nunca atraiu a lenda do tatame.

“Por enquanto, zero chance, eu nem penso em entrar no MMA. Prefiro ficar no jiu-jítsu, porque senão teria que voltar do zero, treinar tudo de novo, buscar patrocínio. Para mim está bom o jiu-jítsu, eu gosto muito de lutar de quimono, então prefiro continuar porque está bom, né”, declarou, em 2020, aos 31 anos, ao site “Lance!”.

Metrópoles

 

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