29 setembro 2022 6:30
29 setembro 2022 6:30

Há um mês cachorrinha abandonada espera dona falecida em frente a antiga casa

Por A dona do animal morava sozinha e criava mais três cachorros. A senhora foi encontrada morta em casa e, após o ocorrido, a família levou somente o cachorro de raça criado por ela, deixando os demais abandonados

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Com o olhar triste, acanhada e sem rumo, uma cadelinha aguarda, em frente ao seu antigo lar, pela dona, que morreu há um mês. O animal foi abandonado, após a partida de sua cuidadora. A cena tem chamado atenção de quem passa pela rua Brasília, no bairro Jardim Botânico, em Senador Guiomard.

Segundo relatos de vizinhos, a dona do animal morava sozinha e criava mais três cachorros. Ela foi encontrada morta na casa em que morava, e a polícia trabalha com a hipótese de suicídio.

Depois disso, a família teria buscado os bens e levado apenas um dos animais, que era de raça. Os outros cachorros já não estão no local, apenas a cadelinha, que ainda permanece à espera, na frente da casa.

Outros cachorros que eram criados pela moradora não estão mais no local, somente a cadelinha, que permanece à espera, na frente da casa

Fernanda Evelyn, que comanda o Projeto Amor Animal, uma página nas redes sociais de resgate de animais abandonados para que possam ser adotados, comentou que, antes de uma adoção responsável, a cachorra precisa de atendimento médico.

“É preciso observar primeiro como está o estado de saúde do animal. Infelizmente, é um mês sem cuidados, provavelmente, perdeu peso, está depressiva e deve ter alguma enfermidade”, salientou Fernanda.

Evelyn também destacou que, provavelmente, o animal tenha trauma de ‘abandono’, pelo fato de sua dona ter morrido.

“Por essa razão, a cachorra deve ser adotada por uma família que realmente lhe ofereça todo suporte e amor, para que possa se curar de todo esse trauma. Fiquei sabendo que o animal é muito dócil. Isso facilita a adaptação em um novo lar. Lembrando que cachorros adultos podem tentar fugir quando ainda não conhecem bem o local que vão ficar. Então, quem adotar deve ter cautela”, observou.

A Gazeta do Acre

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