24 setembro 2022 8:35
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Goleiro Bruno pede exame de DNA do filho ‘ao vivo em programa sensacionalista’

O jogador, condenado pela morte da mãe da criança, Eliza Samudio, também afirmou que fez acordo para pagar pensão, que foi recusado pela avó de Bruninho

Por O Tempo

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Em destaque nos últimos dias após lançar uma vaquinha e rifar camisas para pagar a pensão do filho depois de ter a prisão decretada pela Justiça, o goleiro Bruno Fernandes fez um apelo nesta quarta-feira (17), em sua redes sociais, para fazer um exame de DNA da criança. “Faço um apelo aos programas sensacionalista, topo o DNA ao vivo” (sic), escreveu o jogador.

Na postagem, ele ainda compartilhou um trecho do processo envolvendo a pensão de Bruninho, filho dele com a modelo Eliza Samudio, assassinada em 2010. O documento afirma que Bruno fez uma proposta de acordo que previa o pagamento de R$ 30 mil e o parcelamento em 12 vezes dos outros R$ 60 mil devidos.

“Acordo foi feito! Quem não aceitou foi a outra parte! E aí Justiça? Nunca disse que não iria pagar. Por que a Justiça ignora o DNA?”, questionou na postagem. Em 2012, quando Bruno já se encontrava preso, ele chegou a ter o material recolhido, mas o exame não chegou a ser feito. Com isso, a Justiça reconheceu a paternidade presumida. Porém, desde sua condenação, o goleiro foi a público várias vezes pedindo para que o teste de DNA fosse feito, o que nunca aconteceu.

Mais cedo, em entrevista à O TEMPO, Bruno também tocou no exame de paternidade. “Vivem me julgando pelo o que eu já paguei. Por que não tocam do exame de DNA? Querem falar do passado? Tenham coragem e anulem o júri pelas provas produzidas para me condenar”. disse.

Até a noite desta quarta, a vaquinha criada para arrecadar o valor para o pagamento da pensão já tinha atingido R$ 19.439, com a contribuição de 197 pessoas.

Relembre o assassinato

Depois de um breve relacionamento com o ex-jogador do Flamengo, Bruno Fernandes, Eliza Samudio engravidou. Depois do nascimento de Bruninho, o goleiro se negou a registrar a criança e o casal começou a se desentender.

Eliza foi levada até o sítio do atleta na região metropolitana de Belo Horizonte e morta. Bruno e outros dois comparsas foram condenados pelo crime no final de 2012. O goleiro foi condenado a 22 anos e três meses de prisão em regime fechado por ter sido o mandante do assassinato da ex-amante. A sentença foi proferida por sete jurados na madrugada do dia 8 de março de 2013, Dia Internacional da Mulher.

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola) foi condenado no dia 27 de abril de 2013 pela morte e ocultação do cadáver de Eliza. Luiz Henrique Romão, o Macarrão, foi condenado no dia 24 de novembro de 2012 pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado no caso de desaparecimento e morte de Eliza Samudio.

Somadas, as penas chegam a 23 anos anos, mas com o atenuante da confissão, foi reduzida a 15 anos, em regime fechado. O braço-direito de Bruno Fernandes foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.

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