24 setembro 2022 3:01
24 setembro 2022 3:01

Após vetar divindades de matris afro na camisa da seleção brasileira, NIKE é acusada de intolerância religiosa

A Nike divulgou a nova camisa da Seleção Brasileira, mas compradores a acusaram de intolerânca religiosa por proibir termos de origem africana.

Por Redação Ecos da notícia

- Publicidade -

Com o lançamento das camisas oficiais da Seleção Brasileira na semana passada, a Nike chamou bastante atenção. Além da estampa inovadora de onça, que foi um ponto interessante para diversas pessoas que decidiram fazer seus pedidos, alguns notaram que haviam nomes que foram proibidos na personalização. Enquanto “Cristo” poderia ser escolhido, nomes como “Ogum” e “Exu” foram vetados, levantando a discussão sobre intolerância religiosa.

As camisas foram lançadas para a Copa do Mundo, que ocorrerá no Catar em novembro. Assim, quem quiser adquirir o manto oficial com um nome personalizados precisa seguir as regras que a Nike estabeleceu.

Intolerância religosa

Entre os termos proibidos, a Nike escolheu “Bolsonaro”, “Lula”, “Mito” e “Comunista”. Isso porque se referem às questões políticas do Brasil que podem ser pontos de tensão. Porém, a polêmica em relação às regras está ligada à acusação de intolerância religiosa.

No site da empresa, nomes como “Ogum” e “Exu”, de religiões de matriz africana, foram proibidos. Já camisas personalizadas com “Jesus” ou “Cristo” foram permitidas pela fabricante de materiais esportivos.

O podcast “Com Todo Respeito” contou com a participação de pessoas que tentaram realizar diversos tipos de personalizações. Assim, descobriram que termos religiosos de matriz africana foram vetados pela Nike, assim como “Maomé”, um nome comum, mas ligado ao Islã.

Por meio de uma nota, a empresa afirmou que “não permite customizações com palavras que possam conter qualquer cunho religioso, político, racista ou mesmo palavrões.” Assim, a Nike afirma que o sistema de personalizações segue sendo atualizado.

A camisa oficial da Selecção Brasileira que será usada durante a Copa do Mundo custa R$ 349. Além da problemática da personalização, o alto valor foi motivo de críticas, considerando que esse preço está fora do poder de compra da maior parte dos brasileiros.

Racismo religioso

Foto:Alerj/Agência Senado.

A intolerância religiosa é o ato de discriminar, ofender e rechaçar religiões, liturgias e cultos ou então de agredir pessoas por conta de suas crenças. Sendo assim, no Brasil, apesar de ser um estado laico, a intolerância religosa se manifesta constantemente em diversas esferas.

No Brasil, o problema está relacionado majoritariamente ao racismo, visto que a intolerância religiosa é praticada, em maior escala, contra os adeptos das religiões de matriz africana. Portanto, nesse caso, a intolerência surge da vontade de anular as influências dos povos originários da África.

De acordo com o antigo Ministério dos Direitos Humanos, dados levantados entre 2015 e 2017 apontam que houve uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas no Brasil. Segundo as estatísticas, 25% dos agressores são identificados como brancos e 9% dos casos dizem respeito a atos praticados no ambiente doméstico.

Fonte/ Portal Hipness

 

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

ÚLTIMAS