18 agosto 2022 9:36
18 agosto 2022 9:36

Vídeo: Juliete é processada por campanha pró-Lula em show

Se a lei eleitoral for desrespeitada, as multas podem variar entre R$ 5 mil e R$ 25 mil.

Por Folhapress

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Este ano, os brasileiros vão as urnas escolher o novo presidente do Brasil, além de governadores, senadores, deputados federais e estaduais, vale lembrar que, somente a partir do dia 15 de agosto, as campanhas eleitorais estão liberadas para serem feitas, antes disso é uma propaganda irregular, logo, a propaganda antecipada é uma ilegalidade.

A cantora e ex-BBB Juliette está sendo acusada por integrantes do Movimento Brasil Livre, o MBL, de fazer campanha para a pré-candidatura à Presidência de Lula (PT) durante show em Caruaru, em Pernambuco.

Conforme divulgado nas redes sociais de Rubinho Nunes, vereador e pré-candidato a deputado federal por São Paulo, ele e Guto Zacarias, também pré-candidato a deputado estadual em São Paulo –ambos pelo União Brasil– protocolaram uma representação no Ministério Público Eleitoral pedindo que Juliette e Lula paguem uma multa, já que a cantora teria transformado sua apresentação num showmício.

Na festa de São João, enquanto o público entoava “Olê, olê, olá, Lula” em coro, a cantora tirou o retorno para ouvir melhor a manifestação, riu e disse: “ê, Pernambuco, respeita!”.

No caso da lei eleitoral ser desrespeitada, as multas podem variar entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, mas o caso parece estar adequado às liberdades dadas a artistas, já que a legislação não proíbe a manifestação política de nenhum cidadão. A lei, sim, impede a realização de showmícios –que fariam parte da campanha política e são financiados pelos candidatos e seus partidos–, mas cantores podem se manifestar nas redes sociais, durante entrevistas, em apresentações individuais ou mesmo em festivais.

Considerando que a festa de São João na cidade tenha sido financiada pelo governo de Paulo Câmara (PSB), a organização em Caruaru coube à prefeitura de Rodrigo Pinheiro (PSDB). E, ao contrário de um showmício, o evento tinha o objetivo de entreter o público, e não de arrecadar votos.

Como no caso do Lollapalooza, quando a cantora Pabllo Vittar manifestou apoio a Lula, o festival não contava com apresentação nem tinha patrocínio de nenhum candidato ou partido político. As manifestações políticas ocorreram de maneira orgânica, ora vindas do público, ora vindas até de músicas de cunho político criadas sem ligação com o evento, diz Taís Gasparian, advogada que também representa a T4F.

Nas redes sociais, a representação dos membros do MBL já virou motivo de piada entre os fãs da cantora, que também foi defendido pelo influencer Felipe Neto. “Quando você perder, avisa a gente?”, provocou o rapaz.

“Opa, Felipe! Ficou tristinho que seus amigos não vão mais poder usar dinheiro público para sinalizar apoio ao cachaceiro? E fica tranquilo! Para o Brasil rir, basta você sair da banheira de Nutella e fingir que é inteligente, ou armar entrevista falando que está solteiro”, respondeu o vereador Rubinho.

 

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