8 agosto 2022 7:08
8 agosto 2022 7:08

Safadão sofreu dano neurológico e quase teve paralisia, diz médico

Segundo o neurocirurgião Francisco Sampaio Junior, médico do estava prestes a ter a “síndrome da cauda equina”

Por Metrópoles

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Wesley Safadão publicou um vídeo neste sábado (9/7) em que aparece caminhando pelo hospital, ainda com curativos, após remover uma hérnia de disco. Felizmente, ele se recupera bem após passar maus bocados e ser submetido a uma cirurgia de emergência por causa do agravamento de seu quadro de saúde.

“Wesley é uma exceção. Normalmente, os pacientes que têm hérnia de disco não precisam fazer cirurgias, pois as inflamações são absorvidas automaticamente pelo organismo em cerca de 4 a 8 semanas”, disse o neurocirurgião Francisco Sampaio Junior, médico do cantor, em entrevista ao jornal O Globo.

“Entretanto, na noite de quarta-feira (6/7), ele começou a se queixar novamente de dores nas partes íntimas e a sentir as nádegas anestesiadas. São sintomas graves de um dano neurológico”, explicou o profissional.

Segundo Sampaio, o cantor estava prestes a ter a “síndrome da cauda equina”, doença grave causada pela compressão e inflamação do feixe de nervos na parte inferior do canal vertebral. A síndrome resulta em paralisia, incontinência intestinal, urinária e até perda de movimentos.

“Ele poderia usar uma sonda ou bolsa de colostomia pelo resto da vida. Não havia mais nada a ser feito a não ser a cirurgia de forma muito rápida. Não podíamos esperar e arriscar. O quadro se agravava de uma forma que não é o habitual para uma hérnia de disco”, disse o médico.

O neurocirurgião afirmou que o artista tem alterações anatômicas que pioraram sua condição: ele faz parte dos 15% da população mundial que tem vértebra de transição, localizada entre as regiões lombar e sacral. O cantor ainda tem “os canais vertebrados dos nervos muito curtos, o que o predispõe a ter danos neurológicos e a ter doenças severas nos discos”.

“Se ele não tivesse essa vértebra a mais, e consequentemente, não apresentasse esse canal estreito congênito, dificilmente ele teria o que está tendo agora”, explicou Sampaio, acrescentando que a cirurgia do paciente foi “trabalhosa” e “difícil”.

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