3 julho 2022 9:29
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Zé Neto: MP mira show de R$ 400 mil em que sertanejo criticou Lei Rouanet

Além do sertanejo, MP do Mato Grosso investigará contratos entre prefeituras e artistas em outras 23 cidades do estado

Por Redação Ecos da Notícia

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Após criticar a Lei Rouanet durante uma apresentação em Sorriso, no Mato Grosso, o show do cantor Zé Neto, da dupla com Cristiano, entrou na mira do Ministério Público. O artista recebeu R$ 400 mil da prefeitura para integrar a grade de programação cultural da festa de 36 anos do município. Logo, foi no palco desse evento que o sertanejo deu o tom ácido contra a legislação federal de incentivo à cultura.

“Nós somos artistas que não dependemos de Lei Rouanet. Nosso cachê quem paga é o povo. […] A gente não precisa fazer tatuagem no ‘toba’ para mostrar se a gente está bem ou não. A gente simplesmente vem aqui e canta, e o Brasil inteiro canta com a gente”, declarou Zé Neto, em 13 de maio, ao estender sua crítica à cantora Anitta, no palco do evento bancado com dinheiro público.

A declaração do artista, porém, gerou uma onda de exposições dos cachês astronômicos pagos a cantores sertanejos com verbas de prefeituras de cidades de pequeno ou médio porte. Nesse sentido, Gusttavo Lima – considerado “Embaixador” do gênero musical e que “ostenta” o título do cachê mais caro do Brasil – teve seus pagamentos expostos nas redes sociais e na mídia, resultando em investigações do Ministério Público. Relembre mais abaixo.

Agora, em um novo capítulo, além de Sorriso, outras 23 prefeituras do estado serão investigadas. São elas: Gaúcha do Norte, Porto Alegre do Norte, Figueirópolis D’Oeste, Sorriso, Nortelândia, Salto do Céu, Alto Taquari, Novo São Joaquim, Nova Mutum, Sapezal, Canarana, Acorizal, Brasnorte, Água Boa, São José do Xingu, Vera, Barra do Garças, Juína, Querência, Bom Jesus do Araguaia, Santa Carmem, Matupá, Nova Canaã do Norte e Novo Horizonte do Norte.

Conforme o procurador-geral José Antônio Borges Pereira, o objetivo da apuração é ter “acesso à remessa da cópia integral do procedimento gerado a todos os Promotores de Justiça que detenham atribuição na defesa do patrimônio público e da probidade administrativa nas comarcas citadas (…), para conhecimento e providências (…)”.

Fonte: Correio Braziliense 

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