5 julho 2022 1:16
5 julho 2022 1:16

Golpe do emprego pelo WhatsApp: Saiba como reconhecer e se proteger

Por Redação ecos da notícia

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Se você nunca recebeu uma proposta tentadora de emprego por SMS, WhatsApp ou redes sociais, considere-se sortudo. As ofertas, com salários bastante atrativos, não passam de um golpe que tem feito cada vez mais vítimas e não é à toa: a cada minuto, duas vagas falsas são enviadas por mensagens para os brasileiros.

É o que mostra um levantamento da PSafe, empresa de segurança digital. Os dados ainda apontam que, entre setembro de 2021 e fevereiro de 2022, foram mais de 600 mil tentativas de fraude, uma média de 120 mil por mês.

Para Regina Acutu, CEO da Verifact e eleita Top 50 Mulheres em Cibersegurança LATAM 2021, o sucesso do golpe é nítido. “Como tem muito mais gente desempregada, é mais comum ter presas fáceis, já que muita gente busca uma recolocação”, explica. “Se a mensagem for enviada para a pessoa que não está preparada para este tipo de abordagem ou não está familiarizada com a dinâmica da internet, acaba caindo”.

 

Como funciona o golpe do emprego?

As mensagens geralmente têm tom apelativo e usam nomes de empresas grandes e conhecidas para chamar a atenção. Como pré-requisito, pouca ou nenhuma qualificação. Além da remuneração que pode ultrapassar os R$ 5 mil, os cargos oferecem flexibilidade de horário e possibilidade de home office. Veja um exemplo:

O perigo está justamente nessa ‘tarefa’ que o suposto selecionado para a vaga precisa cumprir. Geralmente, pede-se que a pessoa clique no link enviado, o que pode trazer uma série de problemas: ou a vítima será encaminhada para um site falso, em que preencherá uma ficha cadastral com seus dados pessoais, ou o link permitirá o download de algum software capaz de acessar informações salvas no celular, incluindo as confidenciais, como dados bancários.

Há ainda casos em que o dono do aparelho perde o acesso ao WhatsApp, Telegram ou redes sociais, aplicativos posteriormente usados pelos criminosos para extorquir familiares e amigos da vítima. Já outros criminosos pedem um Pix para pagar um suposto exame admissional, curso ou treinamento. Ou seja: não há limites de criatividade para os golpistas.

Como identificar o golpe e se proteger?

  • Jamais clique em links

Conforme explicado, há uma série de problemas que a vítima pode enfrentar caso clique em um link que não conhece. Por isso: segure a curiosidade! Mesmo que o link pareça seguro, se você não tem total confiança nele, é melhor não arriscar.

  • Confirme o processo

Dificilmente as empresas entrarão em contato com pessoas aleatórias para seus processos seletivos. Por isso, Leonardo Casartelli, diretor de marketing da Empregos.com.br, portal de Recrutamento e Seleção, destaca que é fundamental checar em outros canais se existe alguma ação do tipo.

“Ao receber informações sobre uma oportunidade de emprego, os candidatos busquem pelo processo diretamente no site da empresa, para averiguar se a vaga realmente existe”.

  • Cuidado com o envio de amigos

Caso a oferta de emprego tenha chegado via um conhecido, verifique da mesma forma. “Faça uma ligação para a pessoa, se possível por chamada de vídeos, para ser se realmente é ela”, aponta Regina. Em caso positivo, vale seguir tomando cuidado, pois o colega ou familiar também pode ter sido enganado.

  • Desconfie de muitos benefícios e facilidades

Vagas muito genéricas, com poucas informações sobre o cargo e preenchimento urgente são sinais de cilada. Além disso, flexibilidade, benefícios, carga horária baixa e salários altos indicam, literalmente, que a coisa é boa demais para ser verdade.

“Pense: como assim uma grande empresa entrou em contato com você, oferecendo trabalho fácil com salário bom? Quando o milagre é grande, até o santo desconfia”, brinca Regina.

  • Não pague taxas

Leonardo frisa que é hora de ligar o alerta vermelho caso a companhia peça o pagamento de algum valor. “As empresas não podem cobrar taxas como pré-requisito para participar de um processo seletivo ou exigir um curso obrigatório para a admissão. Esse golpe é muito comum para extorquir dinheiro das vítimas, com falsas garantias de contratação e cursos que não tem nenhum valor”, alerta.

  • Não passe dados pessoais

Para realizar fraudes nos nomes das vítimas, criminosos solicitam informações como RG, CPF, dados bancários e até mesmo foto segurando o documento. “Na primeira fase do processo seletivo o recrutador só precisa de informações básicas como nome, sobrenome e dados para contato”, diz Leonardo.

  • Cuide do número do seu celular

Já parou para pensar em como essas mensagens chegam até você? Em como os criminosos obtém seu número de telefone? Pois Regina explica que, muitas vezes, aplicativos pouco confiáveis acessam a agenda dos usuários e vendem as informações – que podem parar nas mãos de qualquer pessoa.

Além de evitar o download de apps pouco conhecidos ou suspeitos, vale não deixar o número público em redes sociais como Facebook e LinkedIn, por exemplo. Fotos do perfil no WhatsApp também devem ser vistas apenas pelos seus contatos.

Caí no golpe. E agora?

Regina explica que há algumas atitudes que a pessoa que já clicou no link ou conversou com o criminoso pode tomar para minimizar riscos ou até mesmo resolver roubo de dinheiro ou sequestro de contas:

  • Avise sua rede de contatos caso veja movimentações suspeitas nas suas redes sociais. Muitos criminosos sequestram contas de Instagram e se passam pelo dono original do perfil para fingir que precisa vender móveis e eletrônicos com urgência. Amigos e familiares acabam acreditando, já que a pessoa é de confiança, e não percebem que estão em contato com um golpista;
  • Não apague a mensagem que você recebeu nem bloqueie a pessoa que a enviou, mesmo se estiver com medo. A conversa pelo WhatsApp pode ser usada como prova judicial;
  • Reúna mais provas. O print da conversa é fundamental, mas não resolve toda a questão, já que pode ser fraudado. Junte outras informações, como número de telefone do golpista, código do Pix, banco que recebeu o pagamento (caso tenha sido feito). É possível usar plataformas de captura técnica de provas digitais;
  • Denuncie à Justiça. Você pode optar por meios presenciais ou online da Polícia Civil, por exemplo.

Fonte: Yahoo notícias

 

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