4 julho 2022 8:56
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Corpo de médico agredido até a morte no Paraná chega ao Acre na noite desta terça (7)

Corpo de Fábio Maia chega às 22h para velório no bairro Quinze, na capital acreana. Velório será às 15h desta quarta (8) no Cemitério São João Batista.

Por Redação Ecos da Notícia

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O corpo do médico Fábio Maia, de 44 anos, agredido até a morte dentro de casa no Paraná (PR), chega à capital do Acre, Rio Branco, às 22h desta terça-feira (7) para velório e enterro. O médico morava em Prudentópolis, na região central do estado paranaense, há quatro anos.

O médico será velado na Rua 16 de Outubro, no bairro Quinze, na capital acreana. Já o enterro está marcado para as 15h, no Cemitério São João Batista.

Ele se mudou para o Paraná para trabalhar no Programa Mais Médicos. Fábio Maia era casado há 21 anos e deixa dois filhos, de 16 e 20 anos.

Um jovem de 19 anos que estava na casa da vítima foi identificado pela polícia como o responsável pelas agressões. A Polícia Militar (PM) do estado disse que o suspeito acionou o socorro. Ele foi preso e levado à delegacia. Na residência, os socorristas encontram marcas de sangue na cama e nas paredes. Também foram apreendidos pela polícia três celulares na casa, sendo dois da vítima e um do suspeito.

Ao g1, a esposa do médico falou sobre o crime. Valéria Bastos de Miranda também é médica e trabalha e mora em São Paulo e disse desconhecer a motivação que levou o rapaz a matar o marido. Ela contou que o suspeito morava em outra cidade e conheceu o médico há cerca de 3 meses.

A partir de então, o rapaz passou a frequentar a casa de Maia para beber. No dia do crime, segundo Valéria, o médico estava bebendo com o suspeito.

“Só via ele alguns finais de semana porque gostava de tomar a cerveja dele. Ele morava em Guarapuava, uma cidadezinha mais próxima, mas não era vizinho. Um amigo médico me avisou [do crime]”, lamentou.

Ao saber da morte do marido, Valéria viajou de São Paulo para o Paraná para reconhecer e liberar o corpo de Maia. A médica e o marido saíram de Rio Branco há quatro anos, mas os familiares continuam morando no estado acreano.

“Pelo depoimento dele é como se fosse um crime simples porque alega que meu marido chegou batendo nele e só se defendeu. Quero justiça. Fui na casa e desconheço o motivo por ter feito isso. Não sei, não foi levado nada, entrei lá e estava tudo lá. Não sei o que aconteceu”, disse abalada.

Médico não era agressivo

O rapaz preso disse à polícia que foi atacado pela vítima e então revidou com socos e chutes. Ele confessou também que matou porque estava drogado. Porém, Valéria contesta a versão e afirma que o marido não era agressivo e nunca bateu em ninguém.

“Meu esposo nunca levantou a mão para ninguém, tinha pavor de briga, nunca ninguém bateu nele, nunca bateu nos meus filhos, nem em mim. Isso é uma tremenda mentira. Ele fez corpo de delito e não tinha nenhum arranhão, já meu marido ficou com a face destruída porque só levou chutes e socos no chão. As mãos estavam muito machucadas tentando se defender”, recordou.

Sobre a versão do suspeito de que ele e o médico tinham um relacionamento amoroso, Valéria também negou a informação. “É mentira, muita mentira. Queria manchar a imagem do meu marido”, afirmou.

Por nota, a Prefeitura de Prudentópolis lamentou a morte do médico e afirmou que Fábio “deixa como legado o seu admirável trabalho em favor da saúde dos munícipes de Prudentópolis e seu exemplo de profissional dedicado e ético”.

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