17 agosto 2022 2:29
17 agosto 2022 2:29

ASSEDIO: Comando da Caixa acobertou casos de assédio até com promoções, afirmam ex-dirigentes

Por Redação Ecos da notícia

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Três ex-integrantes dos conselhos de Administração e Fiscal da Caixa Econômica Federal afirmaram nesta quarta-feira (29) que o comando da instituição sabia dos casos de assédio do presidente Pedro Guimarães, e acobertou as denúncias com promoções.

De acordo com os relatos ouvidos pela coluna da jornalista Ana Flor, da GloboNews, mulheres vítimas do assédio de Guimarães que aceitavam não levar adiante as denúncias foram transferidas, receberam cargos em outras instituições públicas ou ficavam temporadas no exterior, em cursos.

Além disso, quem ajudava Guimarães a acobertar os casos chegou a ser promovido. Executivos que não aguentaram o ambiente de assédio, que também era moral, deixaram a instituição, informou a coluna. O presidente da Caixa, segundo um ex-dirigente, gritava com auxiliares e xingava subordinados, inclusive com palavrões.

Outro caso que deve ser investigado pelo Ministério Público é o de um segurança que trabalhava na garagem do banco e foi mandado embora após flagrar a conduta imprópria de Guimarães em relação a uma assessora dentro de um carro.

Os primeiros casos foram denunciados no banco quando Pedro Guimarães assumiu a presidência do banco, em 2019.

Entenda

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, está sendo acusado de assédio sexual por funcionárias do banco. As denúncias foram feitas e registradas em vídeo pelo site Metrópoles. As identidades das vítimas foram preservadas.

Segundo o portal, “todas elas trabalham ou trabalharam em equipes que servem diretamente ao gabinete da presidência da Caixa. Cinco concordaram em dar entrevistas, desde que suas identidades fossem preservadas. Elas dizem que se sentiram abusadas por Pedro Guimarães em diferentes ocasiões, sempre durante compromissos de trabalho”.

De acordo com as vítimas ouvidas pela reportagem, o assédio sempre se dava por “toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos”. Ainda segundo o Metrópoles, o Ministério Público Federal já abriu uma investigação, que está em andamento e sob sigilo.

Uma das funcionárias que aceitou dar entrevista ao Metrópoles relata que, em uma das viagens feitas pelo programa Caixa Mais Brasil, Guimarães sugeriu “organizar uma espécie de micareta privê, na qual ninguém seria de ninguém”.

Guimarães não respondeu aos contatos do site. Em nota de resposta, a Caixa afirmou “não ter conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo” e “esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio”.

Fonte/ Portal Yahoo.com

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