6 julho 2022 9:03
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Após identificar praga que atinge plantações de cacau e cupuaçu, pesquisadores estudam forma de eliminar focos em Cruzeiro do Sul

Há quase um ano foi identificada a praga pela primeira vez no Brasil no município de Cruzeiro do Sul, depois disso equipes Mapa e do daf-AC iniciaram o trabalho de fiscalização e orientação a produtores desses frutos.

Por G1ACRE

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Durante esta semana, cerca de 80 pessoas estão recebendo instruções, por meio de palestras, ministradas por agrônomos para alunos da Universidade Federal do Acre (Ufac) e produtores rurais das cidades de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, no interior do Acre, com o objetivo de encontrar medidas de combate a monilíase, praga que atinge plantações de cacau e cupuaçu .

Técnicos do IDAF e pesquisadores da UFAC estudam forma de eliminar a monilíase e Cruzeiro

Há quase um ano, foi identificada a praga pela primeira vez no Brasil no município de Cruzeiro do Sul. Depois disso, equipes do Mapa e do Idaf-AC iniciaram o trabalho de fiscalização e orientação a produtores desses frutos. Em agosto do ano passado, o Mapa declarou o estado do Acre como “área sob quarentena”.

Quase um ano depois, o instituo segue com ações para tentar solucionar o problema. Com focos dos fungos encontrados nas áreas urbanas destas duas cidades, o Idaf quer isolar a propagação da doença para que ele não chegue à zona rural e nem em outros estados do Brasil. A monilíase pode causar o apodrecimento dos frutos e dizimar até 80% de uma plantação.

Monilíase foi identificada no Acre em julho do ano passado — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

“O fungo se alimenta do fruto, então enquanto estiver fruto aqui, o mofo branco vai estar causando doença nesses frutos. A população precisa aceitar a nossa ação e sentir que ela faz parte da ação”, disse Maísa Bravim, engenheira agrônoma do Idaf.

A chegada da monilíase ao Acre já preocupa a produção de cacau e cupuaçu de outros estados, como a Bahia, Pará, Espírito Santo e Rondônia, onde existem grandes produções dos frutos. As equipes do Idaf têm trabalhado para eliminar o fungo que também ameaça a exportação de produtos regionais do Acre, inclusive a farinha.

”Desde então vem se fazendo esse trabalho de campo que é a erradicação, corte das árvores do cupuaçu, do cacau”, pontuou o presidente do Idaf, José Francisco Thum.

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