24 maio 2022 1:22
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Vitima chegou ser atendida pela policia militar na ultima sexta-feira, 29, após o acusado tentar invadir sua casa, porem não quis medida protetiva

Tatiane Nery tinha terminado relacionamento recentemente com Kennedy Fontenelle. Na sexta (30), segurança tentou invadir a casa da ex, a PM foi chamada e vítima foi aconselhada a prestar queixa. Porém, ela não chegou a procurar delegacia para fazer denúncia, segundo a polícia.

Por G1ACRE

A atendente de banco Tatiane Lima Nery, de 33 anos, foi assassinada na manhã desta segunda-feira (2) porque o ex-namorado, Kennedy Souza Fontenelle, de 26, não aceitava o fim do relacionamento. Essa é a principal linha de investigação da Polícia Civil de Acrelândia, onde ocorreu o crime, interior do estado.

De acordo com a polícia, na sexta (30), o segurança havia tentado invadir a casa da ex, mas a Polícia Militar foi chamada e a vítima foi aconselhada a prestar queixa. Porém, ela não chegou a procurar a delegacia para formalizar uma denúncia.

O crime em Acrelândia terminou com o suspeito morto. Após atirar na ex-namorada, Kennedy Fontenelle deu um tiro na cabeça. O crime aconteceu dentro da agência antes de o banco iniciar os atendimentos ao público. Tatiane trabalhava como atendente e Kennedy como segurança.

“Ela tinha terminado com ele, era um fim de relacionamento bem conturbado e acabou que ele perdeu a cabeça e atirou nela. Estou esperando o Sicredi me enviar as imagens [de segurança]. Mas, tudo indica que foi isso mesmo, não se agradou da situação“, explicou o delegado responsável pelo caso, Dione dos Anjos.

Em nota, o Sicredi informou que lamenta a morte da colaboradora e que a agência deve ficar fechada durante esta semana, ou o tempo que for necessário.

“O Sicredi manifesta profundo pesar aos familiares, amigos e colegas de trabalho pelo falecimento da colaboradora Tatiane de Lima Nery, ocorrido hoje, 2 de maio. O Sicredi está colaborando com as autoridades na apuração do caso e prestando todo o apoio necessário para a família e colaboradores. A agência de Acrelândia permanecerá fechada ao longo desta semana, ou até que haja liberação das autoridades policiais.

Tatiane foi a segunda mulher a ser assassinada no Acre vítima de feminicídio nesta segunda. Durante a madrugada, na zona rural de Feijó, também no interior, Maria Samara Silva do Nascimento, de 19 anos, foi morta com facadas no pescoço e peito. O principal suspeito é o ex-namorado dela, que também não aceitava o fim do relacionamento e está foragido.

 

Vigilante mata ex-namorada dentro de agência bancária no interior do Acre — Foto: Arquivo/Polícia Civil

Tentativa de invasão

O delegado contou que Fontenelle tentou invadir a casa de Tatiane na última sexta (29). A Polícia Militar foi acionada e ele fugiu antes da chegada da equipe.

A polícia então, orientou Tatiane a ir até a delegacia da cidade prestar queixar contra o ex-namorado. Contudo, a atendente não chegou a prestar queixar e nem pediu medida protetiva. O casal tinha terminado o relacionamento recentemente.

“Ela não comunicou o fato à chefe dela e acabou não dando tempo de tirar ela de perto dele. No crime de ameaça sem a representação da vítima a polícia não pode fazer nada. Como ela não foi, acabou ficando o dito pelo não dito. Hoje [segunda, 2] foram trabalhar normalmente e acabou acontecendo isso“, lamentou o delegado.

Dos Anjos destacou ainda que já ouviu funcionários da agência bancária e parentes de Kennedy, mas não conseguiu ainda conversar com os familiares da atendente.

“Tudo indica que era um problema de passionalidade e um relacionamento que acabou dessa forma. Os familiares dela devo ouvir daqui a dois ou três dias. Agora não tem condições, seria muito cruel“, complementou.

Ainda segundo a polícia, o ex-casal pode ter discutido dentro da agência antes do crime. Os colegas de trabalho dos dois falaram que saíram correndo quando ouviram os disparos. Kennedy teria efetuado três tiros em direção à vítima.

“Ele teve tempo de fugir, mas não fugiu e quando ouviu as viaturas da polícia atirou na cabeça. Um policial que estava lá, que atendeu a ocorrência, ainda ouviu o tiro que deu na cabeça. Ninguém estava entendendo o que estava acontecendo, a polícia achava que era assalto quando foi chamada. Alguém ligou e disse que o segurança tinha surtado e atirado“, concluiu.

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