6 julho 2022 9:03
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Thaumaturgo vai ganhar passarela de acesso ao centro urbano do município sobre o rio Amônia

Chegar à cidade, com caminhada de quilômetros do aeroporto até o rio, pegar um barco para a travessia e encarar um dos maiores barrancos da topografia local, é um enorme sacrifício.

Por Tião Maia, da Redação Ecos da Notícia

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Marechal Thaumaturgo, município do interior do Acre e um dos mais isolados do país, com uma população estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) em menos de 20 mil habitantes, na fronteira com o Peru, vai ganhar uma passarela sobre o rio Amônia, numa extensão estimada de pelo menos cem metros. O anúncio foi feito em Brasília nesta quarta-feira, 18, pelo senador Márcio Bittar (União-AC), ao lado do diretor presidente do Deracre (Departamento de Estradas, Rodagens do Acre), Petrôneo Antunes, ao exibirem uma maquete eletrônica da obra que deve ser iniciada nos próximos dias.

A licitação, comandada pelo governador Gladson Cameli, deve ser aberta muito em breve”, disse Márcio Bittar, ao revelar ser o autor de emenda ao Orçamento Geral da União (OGU), cujo valor não foi revelado, para a construção da passarela. “Fiquei muito contente em poder ajudar com esta emenda, como também fiquei com aquela em que pude ajudar para a realização de cirurgias e acabar comas filas de pessoas que há anos esperam por uma cirurgia”, acrescentou o senador.

Márcio Bittar disse receber a maquete da obra com muita satisfação e parabenizou o governador Gladson Cameli pela decisão de realizar a passarela e pela nomeação de Petrôneo Antunes para a direção do Deracre. “O Pretroneo é um homem que não tem hora para trabalhar e esta obra, como outras, estará em boas mãos”, afirmou o senador.

A passarela, quando construída, vai por fim a uma dificuldade no acesso à Marechal Thaumaturgo, que é a transposição do rio. O aeroporto da cidade, no único local realmente plano do município, fica no primeiro distrito, numa área desabitada e, para quem chega para visitar o centro urbano de Thaumaturgo, tem que caminhar vários quilômetros até a margem do rio, pegar um barco e atravessar o rio para em seguida encarar um dos barrancos mais altos da topografia local. “Chegar em Thaumaturgo é um sacrifício. Eu fico pensando aqui em pessoas doentes, muitas vezes em rede, tendo que sair da cidade para pegar um avião em busca de socorro, tendo que passar pelo sacrifício na travessia do rio. Isso vai acabar”, afirmou Márcio Bittar.

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