3 julho 2022 7:42
3 julho 2022 7:42

Presidente da FEM diz que Jorge Viana fez proselitismo na frente da Biblioteca da Floresta e que ele e Tião Viana abandonaram a cultura no Acre

Correinha, no entanto, tece elogios a Binho Marques e diz que o ex-governador teve a sensibilidade que faltou aos irmãos Vianas

Por Tião Maia, da Redação do Ecos da Notícia

- Publicidade -

Ocorrências trágicas como a que quase destruíram o prédio da Biblioteca da Floresta, no Parque da Maternidade, em Rio Branco (AC), no início do mês, além do próprio abandono do local, teriam sido evitadas se o último governo da Frente Popular do Acre (FPA), de Tião Viana, tivesse tido o cuidado de ao menos cuidar das realizações do governo anterior, de Binho Marques, também petista.

Além de abandonar o próprio Parque da Maternidade, construído na primeira gestão do governo de seu irmão Jorge Viana, o governo de Tião Viana foi um desastre em relação à área cultural.

As reclamações de políticos, como a ex-secretária de cultura do Governo de Tião Viana, a atriz Karla Martins, que foi presidente da Fundação “Elias Mansour”, e do próprio Jorge Viana, que gravou vídeos na frente da Biblioteca lamentando o princípio de incêndio no local, não passam de proselitismo político de quem quer aparecer em ano eleitoral se aproveitando de tragédias com as quais eles mesmos contribuíram para que acontecessem.

A opinião é do presidente da FEM no atual Governo, Manuel Pedro Correia, o “Correinha”, na entrevista reproduzida a seguir:

Ecos da Notícia – Hoje, já é possível dizer o que ocorreu ali na Biblioteca da Floresta, naquele princípio de incêndio?
Foi algo criminoso ou um problema técnico, de abandono?

Manuel Pedro Correia – Nós acompanhamos bem de perto toda a ocorrência, tanto na área policial como no Bombeiro, que foi célere e eficiente desde que foi acionado. Pelo que acompanhamos, pelo que ouvimos da perícia técnica, em nenhum momento confirmamos a suspeição de que poderia ter sido algo de crime, vandalismo ou coisa do gênero. Foi de fato um curto circuito., um problema no sistema elétrico mesmo.

Ecos da Notícia – O que está sendo feito para superar o problema? Vai ser recuperada a Biblioteca?

Manuel Pedro Correia – Vai, sim. A Biblioteca da Floresta já tem recursos suficientes para sua recuperação. O que tem demorado um pouco é a questão do projeto, que está na secretaria que cuida desta parte de projeto e urbanismo, a Sedur, que não liberou ainda o projeto por uma questão de ajustes. Mas, assim que o projeto estiver liberado, vamos ter celeridade na sua execução.

Ecos da Notícia – O senhor tem ideia de quanto custará esta revitalização?

Manuel Pedro Correia – Nós temos alocado para a Biblioteca algo em torno de R$ 5 milhões.

Ecos da Notícia – Essas obras começam de fato quando?

Manuel Pedro Correia – A gente só espera mesmo que a Sedur nos libere o projeto. Nosso projeto é que a Sedur, agindo com a celeridade que o caso requer, a gente possa licitar a obra ainda este ano.

Ecos da Notícia – Como o senhor viu o uso político, por adversários do governo, deste princípio de incêndio?

Manuel Pedro Correia – Vimos como puro proselitismo político partindo de pessoas levianas, de pessoas que não têm compromisso e de pessoas que são responsáveis diretamente por todo este descaso. Pessoas que agiam como adormecidas e hoje quero saber quem foi o príncipe que beijou a boca delas para que as mesmas de repente se tornassem tão ativas na defesa daquilo que elas mesmas abandonaram, como é o caso da nossa Biblioteca da Floresta e outros espaços de cultura. Nós tivemos oito anos de um Governo (Tião Viana), que não deu a menor bola para a cultura, que não olhou nem para os espaços e equipamentos de fazer cultura. Eu recebi esta sede da FEM como um depósito, com muito lixo. Paralelo a isso, nunca houve, naquele governo, editais para a cultura. Foi um governo que não teve o menor zelo pela cultura. O único Governo da Frente Popular que a gente pode dizer que teve zelo, olhar e sensibilidade com a cultura foi o do Binho Marques.

Ecos da Notícia – O senhor então está fazendo um elogio ao petista Binho Marques?

Manuel Pedro Correia – Sim, por justiça. O Binho teve essa preocupação. Nem mesmo o Jorge Viana, que foi lá para a frente da Biblioteca fazer um videozinho, com a propaganda enganosa e mentirosa dele, como é próprio do seu estilo, olhou para a cultura. Quando fez, é porque foi obrigado a fazer mas não tinha o menor olhar ou carinho para este setor. Quem for honesto vai dizer que o Jorge Viana não tem o menor cacoete, o menor jeito de quem se preocupa coma cultura, com os nossos artistas, com quem vive de fazer cultura. O que ele gosta é de grande sobras, onde rola muita grana. Por isso, agora fica fazendo teatrinho, mentindo, sendo oportunista quando, na verdade, se há um governo petista ao qual a cultura deve alguma coisa é do Binho Marques.

Ecos da Noticia – Qual foi o diferencial do Binho marques em relação à cultura?

Manuel Pedro Correia – Com a sensibilidade do então governador Binho. Se hoje nós temos esta sede da FEM, foi graças ao olhar do Binho. Se nós temos hoje uma lei que garante um certo recurso para a manutenção de profissionais da área cultural, e se temos equipamentos para o fazer cultural, com equipamentos revitalizados, isso é fruto da sensibilidade do Binho Marques. Se a gente tem que falar de um Governo do passado, eu só dou relevo ao do Binho Marques.

Ecos da Notícia – E o Governo atual, tem essa preocupação necessária com a área cultural?

Manuel Pedro Correia – Tem desde o princípio. O Governo Gladson Cameli, se tem uma coisa em que o governador é sensacional, é que ele não invalida as ações: ele estimula, incentiva, fomenta. Por isso, desde o primeiro ano de governo, nós lançamos editas e sempre tivemos a preocupação com essas reformas mesmo em pandemia. Com isso, reformando a Concha Acústica, estamos reformando O Casarão, a Usina de Arte e a nossa propria sede, o Cine Teatro Recreio, a Tentamen.

Ecos da Notícia – A Tentamen, aliás, é uma coisa emblemática: é o prédio que tem a ver com o começo da história da própria cidade e que hoje não passa de um casebre abandonado. Como explicar isso?

Manuel Pedro Correia – Quem conhece a história da Tentamen, quem gosta d cultura, como é o nosso caso, a gente vem sofrendo desse quando entramos no Governo. Você acha que, todos os dias, quando eu chego no estacionamento aqui da FEM, eu não olho para a Tentamen? Olho e aquela imagem me corta o coração. Meu conforto é saber que conseguimos recursos junto ao governo federal e que vamos cuidar deste espaço e recuperá-lo o mais breve possível. Estamos trabalhando muito neste sentido.

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS EM SEU EMAIL

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Junte-se a 146.750 outros assinantes

ÚLTIMAS