3 julho 2022 7:18
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Militares elaboram documento com perspectiva de poder até o ano 2035 e citam a Amazônia como região estratégica

Projeto ataca ação de ONGs na região e propõem mudanças na legislação ambiental para a exploração de minérios e outras formas de desenvolvimento

Por Tião Maia, da redação ecos da notícia

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Um documento de 93 páginas vem sendo apresentado como contribuição dos militares como um Projeto de Nação com a perspectiva de manutenção de poder pelos próximos 13 anos, até o ano de 2035. A Amazônia é destaque no documento.

O Projeto de Nação, segundo os militares, tem o objetivo de “legar um Brasil melhor aos nossos filhos e netos” e foi apresentado por militares dos Institutos General Villas Boas, Sagres e Federalistas. A solenidade de recepção ao documento contou com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão.

A Amazônia e sua floresta tropical é mencionada dentro do tema Defesa Nacional, no capítulo “Integração da Amazônia no Brasil”, cujos objetivos são “ampliar as infraestruturas da Amazônia, de modo a consolidar sua integração ao núcleo de poder nacional e às demais regiões do País até 2035ePreparar a infraestrutura de transporte e energética regional para a formação de um mercado interno da Bacia Amazônica”.

Para isso, os militares propõem ações como mudanças nas leis referentes à exploração de minérios, de forma a torná-las mais “simples” e “flexíveis”, a regulamentação de capital estrangeiro nas atividades de exploração mineral e a recuperação da BR-319, por exemplo.
O documento diz, ainda, que é preciso “remover as restrições da legislação indígena e ambiental, que se conclua serem radicais nas áreas atrativas do agronegócio e da mineração”.

O projeto militarista cita como entraves para a “integração” e pleno desenvolvimento da Amazônia a atuação de ongs ambientalistas e o “movimento globalista”, formado por atores internacionais relevantes, que “interferem” nas decisões de governantes e legisladores.
O projeto foi coordenado pelo general Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-presidente do grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), a ONG do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

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