6 julho 2022 12:01
6 julho 2022 12:01

Márcio Bittar conversa com Gladson e muda discurso sobre pre-candidatura dele ao Governo

Senador agora diz que seria candidato só se fosse para impedir uma possível volta ao poder de partidos de esquerda; ele defende a ex-esposa Márcia Bittar de ataques

Por Tião Maia, da Redação do Ecos da Notícia

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O senador Márcio Bittar (União-AC), cujos apoiadores e pessoas mais próximas vinham anunciando uma possível candidatura sua ao Governo do Estado por descontentamento com o governador Gladson Cameli, que é candidato à reeleição, revelou ter conversado com o chefe do Executivo acreano na manhã desta quinta-feira, 19.

A conversa deu-se no escritório particular de Bittar, na Rua Alvorada, na frente do Hospital Santa Casa, em Rio Branco.

A realização da conversa, sem a revelação de todo o teor do que foi conversado, foi revelada pelo próprio Márcio Bittar durante entrevista exclusiva ao Gazeta Entrevista, programa da TV Gazeta, afiliada local da Rede Record, apresentado pelo jornalista Itaan Arruda.

Durante três blocos de entrevista, em quase 50 minutos, Bittar respondeu a várias perguntas – tanto do apresentador como dos telespectadores, através do aplicativo do Whatssapp – e voltou a dizer que pode vir a ser candidato ao governador do Estado, mas agora não por mágoa relacionada ao governador, mas ”para evitar uma possível da esquerda ao poder”.

Bittar disse que, há 40 nos, foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), razão pela qual chegou a ir para a ex-União Soviética para estudar estratégias comunistas. Depois de tanto tempo, ao mudar de ideias e princípios, Bittar disse que a ideologia comunista “é muito ruim” e que onde foi implantada, inclusive no Acre, nos últimos 20 anos da Frente Popular do Acre, que era liderada pelo PT, PC do B e PSB, causou muita pobreza – embora ele reconheça a realização de grandes obras físicas durante o período.

“Mas, se eu entender que é necessário eu ser candidato a governador para impedir a volta da esquerda ao poder neste Estado, eu serei candidato”, revelou o senador, que admitiu o afastamento dia 31 de maio para a posse de seu suplente, Eduardo Veloso. “Vou dar essa oportunidade a ele”, disse sobre o suplente.

Na mesma entrevista, Bittar demonstrou que a conversa com o governador Gladson Cameli amoleceu seu coração em relação a mágoas com o governante ou com o Governo. “Eu vou continuar ajudando o governo. É minha obrigação”, disse Márcio Bittar, ao admitir que, como ex-relator do Orçamento Geral da União (OGU), conseguiu pelo menos quase meio bilhão de reais para investimentos em obras no Estado.

Mágoas mesmo o senador só demonstrou em relação aos críticos da candidatura ao Senado de sua mulher, a professora Márcia Bittar. Segundo ele, setores da política e da própria imprensa fazem campanha contra Márcia só porque ela foi casada com ele durante quase 32 anos.

“Essas pessoas não criticaram o Jorge Viana e seu irmão Tião, que foram candidatos a governador e a senador na mesma eleição (em 1998); não criticam o Flaviano Melo, que é filho de político e foi governador com o irmão deputado federal; não criticam o fato de o prefeito de Feijó apoiar como deputado estadual um de seus irmãos”, disse o senador, citando outros exemplos de políticos com mandatos e com parentes também na disputa

“É o caso da prefeita Fernanda Hassem (Brasiléia), que deve apoiar a candidatura do irmão Tadeu Hassem a deputado estadual e do marido, Israel Milani, a deputado federal, cuja sogra, a deputada Vanda Milani, é candidata ao Senado. Por que então essas cobranças só coma Márcia?”, indagou.

Ao final da entrevista, Márcio Bittar admitiu que Gladson Cameli é um político com carisma pessoal, assim como também o senador Sérgio Petecão, enquanto ele é apontado pela população, segundo uma pesquisa qualitativa que o próprio mandou fazer, como sendo mais sisudo.

Pelo que demonstrou ao longo de mais de meia hora da entrevista, o senador dificilmente ousaria ser candidato ao Governo parta enfrentar Gladson Cameli.

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