17 agosto 2022 2:24
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Coronel Ulisses destaca ações integradas do sistema de segurança pública contra crimes fronteiriços

Por Redação Ecos da notícia

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As atividades operacionais das forças de Segurança, com a criação do Grupo Especial de Fronteiras (Gefron), e a execução de ações integradas na capital e interior, com foco na apreensão de drogas e armas de fogo e carros, resultaram na redução significativa dos índices de criminalidade no Acre, sobretudo nas regiões fronteiriças.

A avalição foi feita nesta segunda-feira, 30, pelo comandante do Gefron, coronel-PM Ulisses Araújo, ao conversar com o jornalista Antonio Muniz, no programa Entrevista da Tarde, ao vivo, na TV Rio Branco-Cultura. Ele disse ainda que, a integração das forças policiais tem sido fundamental nessa luta contra os grupos criminosos.

“Temos obtido importantes resultados na repressão aos crimes de fronteira. Claro que isso é resultado de um trabalho integrado das forças de segurança público do nosso Estado, em parceria com órgãos federais e municipais. Nosso compromisso é garantir a redução dos índices criminais em toda a área de atuação”, afirmou Ulisses.

Entre as principais estratégias de combate aos crimes transfronteiriços, o sistema de segurança pública do Acre, segundo Ulisses, apostou na criação de núcleos de inteligência em municípios do interior, na implantação de termos de cooperação interestadual e entre países vizinhos, além de reforçar ações da Polícia Militar em pontos estratégicos da cidade, onde há maior incidência de crimes.

A união entre os órgãos, com o aporte de demais instituições, como o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e Poder Judiciário se completam e retiram das ruas, todos os dias, criminosos em conflito com a lei, e produtos entorpecentes, que alimentam e acirram a disputa entre as facções, além de tirar de circulação armas de fogo que poderiam ser usadas em assaltos ou crimes contra a vida.

As forças de segurança pública do Acre fecharam o ano de 2021 em destaque nacional por terem reduzido, em mais de 38% os índices de assassinatos, segundo dados do Monitor da Violência e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O mesmo ritmo foi mantido no primeiro quadrimestre de 2022.No geral, de janeiro de 2019 até o dia 30 de abril deste ano, a redução acumulado e superior a 50%.

O Gefron passou a operar, com maior frequência na repressão aos crimes transfronteiriços, desde o ano passado. Dezenas de policiais realizam patrulhamentos pelas rodovias, estradas vicinais, operações, barreiras fixas e volantes na repressão ao tráfico de drogas, contrabando e descaminho de bens e valores, evasão de divisas e roubos de veículos.

Uma das bases operacional do grupamento fica em Epitaciolândia, cidade administrada pelo delegado de Polícia Civil, Sérgio Lopes (PSDB), no Alto Acre, na fronteira com a Bolívia. Outra base do Gefron funciona em Santa Rosa do Purus, na fronteira do Brasil com o Peru.

Em 2020, o Grupo Especial de Segurança na Fronteira apreendeu grande quantidade de drogas e armas recuperou dezenas de carros roubados e que seriam vendidos em cidade bolivianas. “O mesmo ritmo foi mantido em 2022”, afirmou Ulisses.

Esse momento é a consolidação de uma proposta que desafia o atual formato do sistema integrado de segurança pública do país. Isso é fruto de um governo de visão, que busca atalhos para atender aos anseios da sociedade”, explicou.

O índice de mortes violentas e crimes contra o patrimônio se mantêm em queda pelo terceiro ano consecutivo, chegando, est ano, à menor marca, quando foram notificados dez homicídios intencionais, considerando os registros mensais dos últimos dez

A estratégia contra o crime

O Governo do Acre criou, por meio da Sejusp, o Grupo Especial de Fronteiras, em 2019, quando surgiu a necessidade de policiamento específico para atuar nas rodovias e estradas de todo o estado, combatendo o tráfico de drogas, o contrabando, descaminhos, furtos e roubos de veículos.

O policiamento do Gefron foca na realização de patrulhamentos fluviais e terrestres, além da abordagem de pessoas e seus veículos, cria barreiras fixas nas rodovias e emprega operações de caráter emergencial.

Ao longo de três anos, entre as apreensões de armas, munições, explosivos, entorpecentes e mercadorias contrabandeadas, o grupo deu um prejuízo de R$ 31 milhões ao crime organizado.

Segundo Ulisses, ao criar o Gefron, o governador Gladson Cameli deu uma clara demonstração de que queria fortalecer as ações de enfrentamento a crimes transfronteiriços chamam para si uma grande responsabilidade e isso, por si só, é desafiador e uma demonstração de compromisso com a sociedade.

Fonte/ Jornal O Rio Branco

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