28 maio 2022 8:17
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Casa de acolhida é criada em cidade do Acre com capacidade para receber até 20 imigrantes em passagem

Casa foi construída pela paróquia Nossa Senhora das Dores da Diocese de Rio Branco, em Brasiléia, e deve começar a receber os imigrantes em 60 dias.

Por G1ACRE

Rota de passagem constante de imigrantes, a cidade de Brasiléia, no interior do Acre, está em fase de ajustes finais para abrir uma Casa de Acolhida aos imigrantes e refugiados que passam pelo município. A obra é da paróquia Nossa Senhora das Dores da Diocese de Rio Branco, e vai funcionar tanto com apoio da igreja, como também do governo do estado e da prefeitura.

“É uma casa de acolhida que é nossa, nós ganhamos um projeto e construímos para ser uma casa de retiro. Então, concluímos em novembro do ano passado e entrei em contato com a prefeitura daqui para assumir o local, porque aqui não temos uma casa de passagem”, disse o padre Robson Eudes da Costa, pároco da Comunidade Obra de Maria.

Brasiléia, assim como as demais cidades de fronteira, Epitaciolândia e Assis Brasil, são rota dos imigrantes que usam o Acre como rota para chegar em outros estados. No ano passado, Assis Brasil chegou a ter cerca de 600 pessoas, após a fronteira ficar fechada.

O padre disse ainda que a prefeitura deve atuar com os funcionários e o governo tem a contrapartida com um repasse que será feito por um período de três meses para equipar a casa que também vai contar com ajuda da igreja e da Pastoral do Migrante. A prefeitura disse que só deve falar sobre a parceria, após a conclusão das tratativas.

“Então, já estamos com a casa quase toda equipada e tem 60 dias para ela começar a funcionar. E a gente tem dado essa assistência aos migrantes aqui na paróquia, temos a Pastoral atuando e a casa vai ficar à disposição”, pontuou.

A casa conta com nove suítes, sala, dispensa, área de serviço, cozinha com refeitório e dois banheiros sociais. Os quartos contam com beliches e vão acomodar apenas 20 pessoas, para não exceder o número e também é o que permitem os recursos, segundo informou o padre.

“Vamos continuar com a Pastoral do Migrante porque aqui na cidade é onde eles vem primeiro e, algumas vezes, até quando vão até a assistência social, são encaminhados para a igreja. Então, estamos com três projetos que dá alguma assistência a quem está de passagem e até mesmo aqueles que decidem permanecer na cidade, com auxílio de aluguel, de alimentos, então estamos conseguindo fazer alguma coisa e graças a Deus somos referência”, concluiu.

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