17 agosto 2022 3:08
17 agosto 2022 3:08

ESPERANÇA: Estudo usa vírus para destruir câncer em humanos pela primeira vez

Oprimeiro estudo experimental com humanos para testar um vírus que pode destruir células cancerígenas no corpo.

Por Redação Ecos da notícia

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Na última terça-feira (17), as empresas americanas de saúde Imugene Limited e City of Hope anunciaram o início da primeira fase do ensaio clínico foi realizada e um paciente foi dosado com o vírus CF33-hNIS (Vaxinia), que já demonstrou reduzir tumores de cólon, pâncreas, ovário, mama em outros testes realizados com animais.

O CF33-hNIS é um vírus oncolítico, ou seja, é geneticamente modificado para ajudar o organismo a destruir células cancerígenas. Basicamente, ele entra no corpo e explode as células identificadas como cancerígenas, liberando partículas virais que estimulam o sistema imunológico a continuar atacando outras células cancerígenas. A ação do vírus já havia sido aprovada em animais, mas é a primeira vez que o estudo é realizado em humanos.

A fase 1 do teste experimental fornecerá baixas doses do vírus a pacientes com tumores sólidos metastáticos ou câncer avançado, contudo, eles já devem ter realizado outras duas formas de tratamentos comuns. A aplicação é realizada via intravenosa ou por injeção diretamente nos tumores.

O vírus foi modificado geneticamente para infectar e matar as células cancerígenas
O vírus foi modificado geneticamente para infectar e matar as células cancerígenas. Fonte: Unsplash.

Vírus destruidor de câncer

“Nossa pesquisa anterior demonstrou que os vírus oncolíticos podem estimular o sistema imunológico a responder e matar o câncer, bem como estimular o sistema imunológico a ser mais responsivo a outras imunoterapias, incluindo inibidores de checkpoints”, disse o médico, professor e principal investigador do estudo, Daneng Li.

Os pesquisadores preveem recrutar 100 pacientes em 10 locais de estudos selecionados nos Estados Unidos e na Austrália, onde operam as companhias City of Hope e Imugene Limited, respectivamente.

Após o tratamento dos primeiros pacientes do estudo, o objetivo dos pesquisadores é combinar a aplicação do vírus com o medicamento pembrolizumab, que visa a melhorar a imunidade do sistema imunológico. Por enquanto, a pesquisa está programada para durar aproximadamente 24 meses.

Fonte/ Portal Tecmundo

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