25 maio 2022 8:51
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Polícia Militar vai ter que mudar a forma de abordagem às pessoas do público GLBT

Um curso sobre o assunto está sendo promovido pelo MPAC; ‘ser dferente não é crime”, diz procurador Danilo Lovisaro

Por Tião Maia, Redação Ecos da Notícia

Um novo tipo de abordagem policial em relação ao público LGBT deverá passar a ser adotado pela Polícia Militar, em Cruzeiro do Sul, cidade do interior do Acre.

O novo tipo de abordagem deverá ocorrer a partir do curso ‘Diversidade de Gênero na Abordagem Policial’, destinado a policiais militares que atuam em Cruzeiro do Sul, cuja aula inaugural ocorreu nesta terça-feira (12).

O curso é destinado a policiais militares e a capacitação é resultado de um acordo extrajudicial firmado entre o MPAC e 6º Batalhão da PM em Cruzeiro do Sul, em março deste ano, o qual prever ações de sensibilização e conscientização sobre direitos da população LGBT.

A abertura das atividades contou com a presença do procurador-geral de Justiça Danilo Lovisaro do Nascimento e do comandante do 4º Batalhão da PM, tenente coronel Edvan da Silva Rogério, além da assessora de Relações Institucionais, promotora de Justiça Marcela Ozório, e dos promotores Iverson Bueno e Leonardo Honorato.

Danilo Lovisaro destacou a situação de vulnerabilidade vivenciada pelo público LGBT, ressaltando os números que colocam o Brasil na sexta posição entre os países que mais mataram pessoas que pertencem a esse grupo no ano passado.

“Ser diferente não é crime. A pessoa pode ser do jeito que ela quiser, usar o cabelo que quiser, pode ter as suas convicções, as suas opiniões, os seus pensamentos e temos que respeitar. Em uma sociedade livre e democrática não se pode tolerar discriminação”, disse.

O curso faz parte do projeto “Ser diferente não é crime”, idealizado pelo Centro de Atendimento à Vítima (CAV), e foi conduzido pelas servidoras Otília Amorim e Rubby Rodrigues.

O promotor de Justiça Leonardo Honorato, que ministrou a aula inaugural, enfatizou que é necessário que todos façam o exercício de se colocar no lugar do outro.

“Nós temos que pensar: se eu me comportar dessa maneira, a outra pessoa vai se sentir bem? É assim que eu devo agir? Não temos o direito de colocar as nossas crenças pessoais acima do nosso trabalho, que está pautado pela Constituição”, ressaltou.

Participaram do curso instrutores e comandantes de Companhias e Pelotões da Regional do Juruá. Entre os assuntos, estão sendo abordados o direito ao respeito da dignidade da pessoa humana, combate ao preconceito e propulsão de política pública para a garantia dos direitos fundamentais da população LGBT.

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