25 maio 2022 12:39
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Em uma semana, nível do Rio Acre baixa quase 4 metros e Defesa Civil prevê seca severa para 2022

Manancial está com 7,42 metros nesta sexta-feira (15). Em 15 dias, já choveu cerca de 70% do esperado para todo o mês de abril.

Por Redação Ecos da Notícia

Com a chegada do mês de abril, as águas do Rio Acre se mantêm em baixa e, em uma semana, o nível do manancial reduziu quase quatro metros. Segundo dados da Defesa Civil Municipal, o rio está com 7,42 metros nesta sexta-feira (15), sendo que na sexta passada (8) estava com 11,20 metros.

Em 2021, no dia 15 de abril, o manancial estava com 10,98 metros. Já no mesmo dia em 2020, as águas chegaram ao nível de 6,56 metros, bem parecido com o registrado pela Defesa Civil em 2019, quando estava com 6,42 metros.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, disse que esse cenário já é o esperado para esse período.

“Fechando a primeira 15 de abril, nós temos a diminuição de chuvas em toda região e aí não tem outro jeito. Nossos rios funcionam como uma espécie de enxurrada, ou seja, não tem uma nascente para manter o rio elevado. Então, quando está chovendo ele eleva e quando para de chover, ele cai. É uma tendência forte de descida e isso pode ter uma influência mais negativa lá na frente, do final de maio para frente”, explicou.

Já as chuvas estão um pouco acima do esperado para a primeira quinzena de abril. A previsão é de 187 milímetros para todo o mês, mas, até esta sexta (15), já choveu um acumulado de 129,8 milímetros, o que dá em torno de 70% de todo o esperado.

Mas, segundo o coronel, nos próximos dias esse volume de chuva deixa reduzir e há uma previsão de seca severa entre os meses de julho, agosto e setembro.

“Estamos com mais chuvas do que esperávamos para a primeira quinzena. Agora a tendência é essas chuvas cessarem, e a previsão é que neste ano de 2022, a gente tenha uma seca severa e ondas de calor mais elevadas do que tivemos nos últimos anos. Então temos que estar bem preparados para o público que mais sofre, que são as crianças e idosos para esse momento. Junto com o calor, vem as queimadas, fumaça, poluição e poeira”, concluiu.

Fonte: G1ACRE

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