24 maio 2022 8:45
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Elon Musk fecha compra do Twitter (TWTR34) por mais de R$ 204 bilhões; ações sobem 5,6%

A notícia põe fim as negociações de semanas, que contaram com movimentação de parte do conselho para evitar uma aquisição hostil.

Por Redação Ecos da Notícia

O conselho de administração do Twitter (TWTR34) aceitou nesta segunda-feira (25) a oferta do bilionário Elon Musk para comprar a rede social por US$ 54,20 por ação, totalizando cerca de US$ 44 bilhões, ou R$ 204 bilhões pela cotação de hoje.

Segundo o comunicado do Twitter, o conselho da empresa aprovou por unanimidade a compra, que será concluída ao longo de 2022. Ao final, a empresa terá o seu capital fechado, tornando-se uma empresa privada.

Um dos pontos considerados para a venda da empresa foi o impacto nas ações para os acionistas, pontuou Bret Taylor, presidente do conselho independente do Twitter.

“O conselho do Twitter conduziu um processo cuidadoso e abrangente para avaliar a proposta de Elon com foco deliberado em valor, certeza e financiamento. A transação proposta proporcionará um prêmio em dinheiro substancial e acreditamos que é o melhor caminho a seguir para os acionistas do Twitter.”

A notícia põe fim as negociações de semanas, que contaram com movimentação de parte do conselho para evitar uma aquisição hostil. Musk vem, há algum tempo, criticando políticas do Twitter, que limitariam a liberdade de expressão.

Em Nova York, as ações do Twitter fecharam com alta de 5,64%. Já os BDRs da empresa na bolsa brasileira encerram o dia com avanço de 7,6%.

Musk sobre compra da rede social

“A liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento, e o Twitter é a praça da cidade digital onde são debatidos assuntos vitais para o futuro da humanidade”, disse Musk em comunicado incluído no comunicado à imprensa anunciando o acordo de US$ 44 bilhões.

“Também quero tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando os bots de spam e autenticando todos os humanos. O Twitter tem um tremendo potencial – estou ansioso para trabalhar com a empresa e a comunidade de usuários para desbloqueá-lo.”

Carta CEO Twitter (TWTR34)

Segundo a Bloomberg, Parag Agrawal soltou nota dizendo que o conselho da companhia “entrou em acordo para que o Twitter seja adquirido por uma uma empresa inteiramente controlada por Elon Musk. Eu sei que isso é uma mudança significativa e vocês estão processando o que significa para cada um de vocês e para o Twitter. Estou reunindo a empresa às 14h, horário do Pacífico, para falar com você diretamente e responder suas perguntas”.

Negociações

O avanço das negociações aconteceu nos últimos dias, após Musk detalhar como ele irá pagar pela aquisição do Twitter.

O plano do homem mais rico do mundo para comprar a rede social, de acordo com o jornal New York Times, envolveria o desembolso de aproximadamente US$ 21 bilhões da sua própria fortuna, cartas de compromisso do banco Morgan Stanley e de um grupo de credores avaliados em cerca de US$ 13 bilhões, além de outros US$ 12 bilhões provenientes de empréstimos a partir de ações do próprio Musk na Tesla, montadora de carros elétricos da qual ele é dono.

Primeiras de ações

No início de abril, Musk anunciou a compra de 9% do Twitter, tornando-se o maior acionista da companhia, fundada em 2006 e famosa pela rede social de mensagens curtas e em tempo real.

Apesar de Musk ser conhecido como um feroz crítico da moderação de conteúdo, o movimento animou o mercado financeiro, que viu na entrada de Musk um jeito de tornar a plataforma monetizável – ao contrário do rival Facebook, que conseguiu construir um império desde 2005 e, hoje, é a maior companhia do ramo do mundo.

Tamanho da compra

Como comparação, o preço da compra do Twitter, de mais de R$ 200 bilhões, seria suficiente para comprar praticamente qualquer empresa da bolsa brasileira, com exceção de Petrobras, que vale R$ 419,5 bilhões; Vale (R$ 389,3 bilhões); Itaú Unibanco (R$ 232,7 bilhões); e Ambev (R$ 232,1 bilhões).

Fonte: INFOMONEY

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