25 maio 2022 9:01
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Corpo de bebê some em voo para João Pessoa: “Isso não é coisa que se faça”

A companhia aérea alegou falha ocorrida no processo de desembarque do voo, retornando assim para a origem com a urna funerária

Por Redação Ecos da Notícia

Os pais de um bebê de 10 meses que morreu em São Paulo, estavam esperando a chegada no corpo em um translado que iria para João Pessoa nesta quarta-feira, 27 de abril. O pai, César Rodrigues, estava esperando o pouso da aeronave às 11h20 no Aeroporto Castro Pinto, mas, apoia duas horas e buscas pelo corpo na parte de carga, a companhia aérea alegou que o corpo do bebê não estava no avião.

O portal de notícias G1 entrou em contato com a companhia aérea Latam Airlines – responsável pelo voo LA 3348 – e conforme nota da empresa, “houve uma falha ocorrida no processo de desembarque do voo que retornou para a origem com a urna funerária”.

A companhia diz lamentar profundamente e considera o erro, inadmissível. A Latam continuou a nota, dizendo que está “em constante contato com os familiares e compreende toda a sua indignação com o ocorrido, sobretudo neste momento de dor”.

“Já foi providenciado embarques aéreo e terrestre para que a entrega [do corpo] seja concluída diretamente no município de Princesa Isabel (PB), nesta madrugada” finalizou a empresa. Segundo informações do pai da bebê, um funcionário da empresa funerária que iria receber o corpo da garota junto ele. Eles estavam esperando a chegada do voo quando receberam a notícia.

A bebê morreu após procedimentos cirúrgicos em São Paulo por conta de doença genética (Foto: Reprodução/ César Rodrigues/ Arquivo Pessoal

A gente fica sem saber o que fazer. Ela faleceu ontem às 8h da manhã e estava para ser velada hoje às 17h. Eu já estou com medo se esse corpinho dela vai aguentar por mais tempo, até quando aparecer. Isso aí não é coisa que se faça não” disse César.

Elise Maria Rodrigues de Lima de 10 meses, morreu vítima de infecção pulmonar depois de realizar algumas cirurgias em decorrência de uma doença genética (síndrome de Apert). Os pais até criaram uma campanha na época com a hashtag “#TodosPorElize” para conseguir recursos para o tratamento.

Fonte: PAIS&FILHOS

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