24 maio 2022 7:08
24 maio 2022 7:08

Americana descobre aos 36 anos que ginecologista com quem se consultava era seu pai biológico

Por Redação Ecos da Notícia

Médico é suspeito de ocultar informação da origem do esperma usado na inseminação artificial de pacientes na década de 1980.

Um ginecologista dos Estados Unidos é suspeito de usar o próprio esperma na inseminação artificial de dezenas de pacientes na década de 1980. O médico ocultava das mulheres informações sobre a origem do esperma, chegando a atender por mais de uma década uma de suas filhas biológicas.

O caso ganhou repercussão após David Berry, de 37 anos, fazer um teste de DNA para conhecer suas origens genéticas. Ele acreditava que era meio italiano e meio irlandês, mas o resultado mostrou algo totalmente diferente.

“Não tinha nada de italiano. Não tinha nada de irlandês, nada do que eu fui feito para acreditar”, contou Berry ao canal dos Estados Unidos ABC.

O americano começou então a procurar pessoas parecidas com ele, até encontrar Morgan Helquist, de 36 anos. “Eu peguei o rosto dele, olhei e estava tipo: ‘Por que seu rosto está no meu rosto?’”, conta Helquist.

Além de serem parecidos, Berry e Helquist tinham mais uma coisa em comum: suas mães tinham se consultado na década de 1980 com o médico especialista em fertilização artificial Morris Wortman, em Nova York.

“Existiam cinco de nós e todos eram da mesma idade. E seis, e sete, e comecei a sentir que: ‘O.k., se há sete, talvez tenham 20, e, se tem 20, talvez existam cem. Comecei a ficar aterrorizada”, explicou a americana.

O que as mães de Berry e Helquist não sabiam é que o médico ginecologista havia usado o próprio esperma para a inseminação artificial. Segundo as mulheres, Wortman dizia que usava o material doado por um suposto médico universitário.

A filha de Wortman, criada pelo médico, aceitou fazer um exame de DNA a pedido de todos os meios-irmãos. O resultado mostrou que ela, Berry, Helquist e todos os outros compartilhavam parcialmente o mesmo DNA, comprovando que Wortman era o pai biológico de todos.

Para Helquist, a situação é ainda pior, já que Wortman foi o ginecologista dela por mais de dez anos. “Quando descobrimos, não havia o que falar para ela [filha do Wortman]. Eu gritava e soluçava.”

Apesar de fraude em inseminação artificial ser um crime em alguns estados dos EUA, o mesmo não acontece em Nova York, onde o médico atendia. Dos meios-irmãos, apenas Helquist entrou com uma ação legal contra Wortman por má conduta médica por atendê-la sendo pai biológico dela.

“Ele soube o tempo todo quem ele era, eu não. Ele me tirou a chance de escolha”, concluiu Helquist.

Fonte: Portal R7

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