3 julho 2022 10:59
3 julho 2022 10:59

Estudante de escola pública da zona rural passa em 9º lugar em medicina na Ufac: ‘Sempre foi meu sonho’

Por Redação Ecos da Notícia

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Maisa de 18 anos é filha de agricultores e conta como venceu os desafios e conseguiu passar em um dos cursos mais concorridos da Ufac. ‘Sempre quis medicina, sempre foi meu sonho desde pequena.’

Aos 18 anos, a estudante Maisa Trigueiro Reis comemora a chamada para cursar medicina na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco. Estudante de escola pública, da zona rural de Brasileia, ela disse que chorou ao lado dos pais ao receber a notícia da aprovação no último dia 22.

A Ufac divulgou edital com 1,8 mil vagas disponíveis do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o resultado final saiu na semana passada. Maisa diz que sua nota geral ficou em 867, lhe garantindo o novo lugar no curso de medicina.

Estudante da Escola Valéria Bispo Sabala, ela foi aprovada na seleção de ampla concorrência. Filha de agricultores, ela vai ser a primeira dos dois irmãos a cursar o ensino superior. O mais velho também trabalha no campo junto com os pais.

Maisa cursou o 3º ano do ensino médico em meio à pandemia, quando os alunos tiveram que se afastar das salas de aula. Paralelo a isso, ela enfrentou também a dificuldade de morar na zona rural, o que limitava o acesso a algumas coisas, como, por exemplo, a internet.

Como estudava na zona rural, em uma escola que fica na BR 317, Estrada de De Assis Brasil Km 26 em Brasileia, ela conta que desde o 1º ano do ensino médio começou a se preparar para o Enem.

“Terminei o ensino médio em 2020. Sempre quis medicina, sempre foi meu sonho desde pequena. Comecei a estudar um pouco mais quando estava no primeiro ano do ensino médio, porque sabia que a prova era complicada, raramente tinha internet, então quando eu ia para a cidade eu baixava PDFs, simulados e livros para quando eu chegasse em casa me dedicasse a estudar”, conta.

Quando foi para o terceiro ano, ela conta que decidiu ir para a casa da avó, que fica na zona urbana da cidade e que, assim, poderia se preparar melhor.


Com pais agricultores, Maisa conta que sempre sonhou estudar em medicina — Foto: Arquivo pessoal

‘Realização de um sonho’

Ela então pagou um curso on-line e dividia sua rotina de estudos com o que aprendia na escola e também o cursinho. Devido à pandemia, a escola mandava as atividades impressas para que ela resolvesse e depois entregasse.

“Fiz curso on-line e organizei meus estudos, passei a estudar bastante”, conta.

Quando se inscreveu no Sisu, os pais estavam ao lado e a estudante disse que o coração ficou apertado até o dia do resultado final.

“Eu tenho dois irmãos, um mais novo e um mais velho. Esse mais velho também quis trabalhar no campo, como meus pais, então vou ser a primeira a entrar em uma faculdade”, conta.

Maisa conta que sonha desde criança em cursar medicina. A notícia da aprovação foi o início da realização do seu sonho e também dos seus pais.

“Enquanto eu acompanhava a nota de corte, meu coração ficou muito apreensivo. Mas, quando eu vi a nota, eu chorei, meus pais choraram, porque é a realização de um sonho nosso”, conta emocionada.

Agora, ela tem um tempo até que as aulas comecem na capital e tem aproveitado esse período para comemorar e já planejar como vai ser a mudança para a capital para finalmente cursar o que sempre sonhou.

Fonte: G1ACRE

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