5 julho 2022 10:14
5 julho 2022 10:14

Cadeirante guiomarense é o primeiro a fazer luta de boxe paraolímpico no estado do Acre

Oponente de Josafá é andante e usará cadeira de rodas em luta

Por Dry Alves, da Redação Ecos da Notícia

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O acreano Josafá Vieira, 31 anos, natural de Senador Guiomard, irá lutar na modalidade boxe paraolímpico, no próximo dia 5 de março de 2022, às 19 horas, no CT Índio Figth.

Foto: Divulgação

O lutador conta que, por ser o primeiro cadeirante a fazer boxe no Acre, não conseguiu achar outro adversário cadeirante, então seu oponente será um andante que vai utilizar cadeira de rodas.

Por achar que estava sedentário, Josafá resolveu treinar, em abril do ano passado. “Eu estava muito sedentário e pesando quase 90kg e, também, queria aprender algo novo. Nem sabia que cadeirante podia fazer boxe, foi um desafio pro meu treinador, afinal eu era o primeiro, e, também, pra mim. O tempo foi passando e, após a edição anterior desse mesmo evento, que eu vou lutar. Ele me fez o desafio, aceitei e desde então estão fazendo a preparação intensa com dois a três treinos por dia”, conta o atleta.

Há dez anos como treinador, Ady Pereira dos Santos, 34, diz que foi um desafio grande treinar Josafá. “Quando o ele me procurou pra fazer as aulas de boxe, fui pesquisar se era possível. Pesquisei e vi que o boxe paraolímpico é bastante difundido em outros países, como o Reino Unido”.

Josafá e o treinador Ady Pereira. Foto: Arquivo Pessoal

Vendo que era possível sim treinar um atleta cadeirante Ady se empenhou e agora acredita nas melhores expectativas para essa luta.

“Nosso objetivo é mostrar para outras pessoas com deficiência que elas podem fazer uma atividade física ou até mesmo um esporte de combate”, pontua o treinador.

Em meio aos desafios do cotidiano, Josafá, que nasceu com uma mal formação genética, e sempre foi cadeirante, busca sempre por qualidade de vida, e assim espera também conseguir se destacar no esporte.

“O evento é de lutas casadas, quando aparecer luta eu vou lá lutar, mas a meta e que, quem sabe, chegue ao comitê paraolímpico e talvez um dia chamem a gente pra representar”, diz o atleta.

Foto: Arquivo Pessoal

Outro desafio enfrentado por Josafá é o de conseguir uma cadeira adequada tanto para a rotina do dia a dia quanto para o treino, pois a que ele usa atualmente não tem durabilidade e não é confortável, pois não ser feita sob medida, como deveria ser.

“Essa que eu estou usando uma pessoa me deu. A que é específica pra eu usar é uma monobloco, M3 da ortobras. Uma cadeira feita totalmente sob medida custa em torno de R$ 10 mil. E hoje eu tenho o salário do INSS e o meu trabalho como fotógrafo, que tem mês que é bom e tem mês que não é”, finaliza.

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