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Pai de menina ferida diz que PMs faziam tocaia antes de tiros

Da Redação Ecos da Notícia
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Testemunha da ação policial que resultou na morte do menino Kevin Lucas dos Santos Silva, de 6 anos, em Queimados, na Baixada Fluminense, Wilson Oliveira Vilela disse que policiais estavam realizando uma tocaia contra criminosos poucos minutos antes do incidente. A tática é conhecida como Tróia.

Ele é ouvido nesta quarta-feira (12) na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

“Eles estavam em uma casa, entocados, e foram pra cima da lona. Mas dali eles não têm visão, viram o pé de uma das meninas e atiraram”, disse Wilson.

Wilson é pai de Ludmila, de 9 anos, que também ficou ferida na ação. A menina recebeu alta do hospital na terça (11) e já está em casa. Ele foi ouvido na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Segundo ele, os policiais vieram de uma região mais elevada próxima ao local de onde as crianças foram atingidas.

O menino foi baleado na altura do coração em um dos acessos ao Morro da Torre, na última sexta-feira (7).

“Eles viram o movimento debaixo da lona, resolveram atirar para poder dispersar. Só que quando eles efetuaram o disparo acertou minha filha, uma coleguinha e o menino de 6 anos veio a óbito”, comentou.

Segundo moradores, a lona é utilizada como ponto de venda de drogas.

“A gente não pode se calar diante de um covardia daquela. Eles erraram. Eles são humanos, mas perdemos uma criança, duas foram baleadas, uma grave no hospital. E a única coisa que a gente quer é esclarecimentos”, afirmou Wilson.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha o caso.

Dinâmica

Moradores afirmam que os PMs já chegaram atirando, de cima, contra Gabriela, Ludmila e Kevin, que estavam embaixo de uma tenda e ajudavam em uma mudança de vizinhos.

Segundo a Polícia Militar, uma equipe do 24ºBPM (Queimados) foi atacada por traficantes da região durante um patrulhamento de rotina no local.

Ainda de acordo com a corporação, os policiais precisaram se esconder dos tiros efetuados pelos traficantes.

Após o fim dos disparos, os PMs foram procurados por moradores dizendo que o menino Kevin havia sido ferido no tórax. Ele foi socorrido para a Unidade de Pronto de Atendimento (UPA) de Queimados, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Logo depois, Ludmila e Gabriela também deram entrada feridas na mesma unidade de saúde. Gabriela foi transferida para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde passou por uma cirurgia.

Fonte: G1 RJ

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