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Ômicron impulsiona venda de máscaras

Os surtos de outras infecções, como pelo vírus H3N2 da influenza, também podem estar impactando a demanda pelo item de proteção

da Redação Ecos da Notícia
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Após um período de queda que chegou a 40%, as vendas de máscaras descartáveis voltaram a crescer nas farmácias do país. O empurrão pode ser atribuído ao mais recente aumento de casos de covid-19, impulsionado pela variante ômicron, já definida por especialistas como a cepa com maior transmissibilidade até o momento. Outro fator é a afirmação de cientistas de que a tão comum máscara de tecido não oferece um nível de proteção adequado contra o novo coronavírus.

Os surtos de outras infecções, como pelo vírus H3N2 da influenza, também podem estar impactando a demanda pelo item de proteção. Ao Correio, a rede de farmácias Pague Menos informou ter registrado, em dezembro de 2021, crescimento de 126% nas vendas de máscaras descartáveis em relação ao mesmo período de 2020. “E em janeiro de 2022, até o dia 11, apresenta crescimento de 124% ante o mesmo mês de 2021”, relatou.

Na rede RaiaDrogasil, o crescimento foi menos expressivo: a venda diária aumentou em 20% nos últimos 20 dias. Em compensação, a empresa diz que não notou um recuo tão grande ao longo do último ano. “Diferentemente de outras categorias, a venda de máscaras não havia sofrido uma desaceleração grande, mesmo durante os momentos de menos casos de contaminação”, informou.

No caso do Grupo DPSP, que engloba as drogarias Pacheco e São Paulo, foi identificada uma elevação de 20% nas vendas tanto de máscaras de proteção quanto de álcool em gel.

O Correio pesquisou a disponibilidade de máscaras de proteção descartáveis em algumas drogarias do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Em um estabelecimento do Paranoá (DF), a venda de máscaras cirúrgicas, com valor unitário de R$ 2,40, segue normal. “Está saindo bastante, provavelmente por conta das viagens de férias”, informou um vendedor. Na 305 sul, no Plano Piloto, o mesmo acontece. A diferença é que a máscara KN95 (bico de pato), “está em falta há pelo menos dois meses”, contou a atendente de uma loja de equipamentos de saúde. O item é um dos mais indicados por especialistas, dada a sua grande capacidade de vedação no rosto, protegendo melhor contra o risco de infecção pelo coronavírus.

O vendedor de uma farmácia em São Paulo (SP) contou que as saídas de todas as máscaras por lá também seguem normais. Em uma farmácia do Leme, no Rio de Janeiro, um atendente informou que as vendas da máscara comum seguem normais, sendo que a KN95, no valor de R$ 9 a unidade, que estava em falta,chegou ontem ao estoque.

Infectologista do Hospital das Forças Armadas, Hemerson Luz lembra a importância do uso do item de proteção no cenário atual: “O momento requer cautela. A população deve observar com rigor todas as regras e protocolos de distanciamento. Utilizar a máscara em locais fechados constantemente e, inclusive, a máscara pode ser usada também em locais abertos”, defende.

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