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Como foi a confissão dos presos por execução de dono de cartório em GO

Da Redação Ecos da Notícia
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Goiânia – Os dois presos suspeitos de sequestrar e assassinar a tiros o dono de um cartório em Goiás confessaram o crime com “certa tranquilidade”, segundo o major da Polícia Militar Fernando Dias de Borba, que participou das buscas e prisões.

Esses dois jovens suspeitos foram contratados para cometer o crime a mando da esposa da vítima, segundo a investigação. Ela foi presa no dia do homicídio e teria o objetivo de ficar com o valor do seguro de vida que o casal pagava há quatro anos.

Segundo o major Borba, os dois executores teriam confessado o crime aos poucos e informaram quem eram os mandantes do assassinato e a localização do corpo.

“Choca-nos o fato de serem pessoas jovens, de 23 e 21 anos, e contam com certa tranquilidade que efetuaram 17 tiros na vítima”, contou o oficial da PM.

Luiz Fernando Alves Chaves, de 40 anos, foi encontrado morto em um canavial na zona rural de Rubiataba (GO), a 210 quilômetros de Goiânia. Além da mulher e dos dois executores, uma quarta pessoa foi presa por suspeita de arrumar a pistola usada no crime. Um homem é procurado porque teria agenciado os matadores.

Assim que Luiz foi sequestrado na noite de 28/12 em Rubiataba, iniciou-se uma operação policial para achar os bandidos, que fugiram em uma caminhonete branca da vítima. Inicialmente, eles conseguiram fugir de um cerco policial em Uruana, onde abandonaram o veículo roubado. No entanto, acabaram sendo presos na vizinha Carmo do Rio Verde.

Localização

O corpo de Luiz Fernando foi achado por volta das 4h30 do dia 29/12, após horas de busca pela madrugada. Ele estava amordaçado e com as mãos amarradas com um lacre de nylon. Dos 17 disparos, sete acertaram a vítima.

“Viramos a madrugada inteira procurando o corpo, porque é uma área de muito canavial e muitas entradas, todas muito parecidas”, explicou o major Borba. Os suspeitos receberiam os valores de R$ 5 mil e R$ 1 mil, além da caminhonete, como pagamento pela execução.

Controle do portão

A dupla ainda confessou que teria recebido o controle do portão da casa da vítima. Não havia sinais de arrombamento na casa, segundo o PM. A esposa suspeita de encomendar o crime, Alyssa Chaves Carvalho, de 33 anos, não estava na residência no momento do sequestro. Ela tinha ido à igreja acompanhada pelos três filhos. O controle foi abandonado próximo do veículo.

O suspeito Luzimar Francisco Neves é considerado foragido. Há um mandado de prisão temporária contra ele. A mulher que seria amante da esposa da vítima foi ouvida na delegacia e é considerada suspeita de envolvimento com o caso.

Fonte: Metrópoles

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