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Máfia colombiana de agiotas e loteria ilegal ainda não é incomodada.

News Rondônia
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MANAUS/AM – Já não é nenhuma novidade a presença de estrangeiros, supostamente, envolvidos com crimes de agiotagem e o tráfico de drogas cuja atuação mais predominante destaca-se em cidades do interior dos estados amazônicos, passando ainda pelo Sudeste e Centro-Oeste Brasileiro.

No Amazonas, os primeiros sinais dos braços, pernas e tentáculos desses grupos criminosos, segundo apurou o Jornalismo do NEWS RONDÔNIA, ‘ocorreram em 2018 nos municípios de Boca do Acre, Pauini, Tapauá, Canutama e Lábrea, na Calha do Rio Purus. A crônica policial, segundo informações, vem registrando forte atuação desses elementos sem que sejam importunados’, atestam pequenos comerciantes nativos.

Em Canutama, já em 2020, autoridades locais teriam conseguido banir, inicialmente, uma espécie de ‘Loteria Colombiana’, uma prática ilegal de jogos de apostas semelhante ao Jogo do Bicho e sorteios da Caixa Econômica Federal. Porém, nenhuma autoridade local quis se pronunciar a respeito dessa possível erradicação desse crime previsto em leis brasileiras.

Já em Lábrea, município da mesorregião Sul amazonense (Rio Purus), distante ao menos 800 quilômetros desta Capital, passou a conviver nos últimos três anos e meio com conhecidos agiotas e apontadores de jogos de azar sob o comando de estrangeiros – a maioria é de colombianos.

Nesse município, de pouco mais de 45 mil habitantes, cuja ocupação e ainda de 0,7 hab/Km, tanto a tal Loteria quanto a agiotagem atribuídas a estrangeiros oriundos da Colômbia, ‘vem sendo toleradas desde o início da pandemia do coronavirus’, atestou conhecido ex-vereador que teria se afundado em empréstimos a juros extorsivos e abusivos, mas, que conseguiu livrar-se das dívidas.

Diante do avanço do número de pessoas ‘penduradas’ em empréstimos feitos a grupos de agiotas estrangeiros durante o ano de 2021, este site de veiculação de notícias obteve informações que atestariam, todavia, que, a exemplo das capitais brasileiras onde ainda são tolerados, no interior do Amazonas, ‘agiotas ameaçam vítimas e cobram pagamentos diários a juros exorbitantes’ na Bse de 20 a 40% ao dia’.

Pelo menos nas cidades de Pauini, Tapauá e Lábrea – em Canutama essa prática teria sido banida por pressão de um prefeito cujo nome não foi revelado – apesar de vários alertas feitos pela população às autoridades locais, ‘as pessoas são abordadas nas rurais por moças bonitas, caso aceitem o convite, motoqueiros se deslocam ao endereço ou ao ponto comercial’.

– É a velha máxima de se conseguir dinheiro rápido’, mesmo a juros altíssimos, afirma vítima de um membro da quadrilha de colombianos que agiriam nas cidades da Calha do Rio Purus.

O OUTRO LADO – Ainda no Natal deste ano, durante uma viagem entre o município de Lábrea e a Capital Manaus, o Jornalismo do NEWS RONDÔNIA ouviu pessoas que perderam bens, valores e propriedades para agiotas brasileiros e estrangeiros em suas cidades de origem. Uma delas revelou que ‘teve a família ameaçada e foi obrigada a mudar de cidade por conta das ameaças.

Um homem, 45, disse que foi aconselhado a procurar a Polícia, mas, esbarrou na falta de um Delegado, Promotor de Justiça e da Juíza titular da Comarca. Segundo declarou, ‘esse pessoal, mesmo tendo chegado a pouco tempo, o medo é muito grande ‘de ter nome e a identidade revelados’.

O NEWS RONDÔNIA, sobre o assunto fez contato com o consultor Roberto Soares, 50, com escritório na Amazônia Brasileira. Segundo ele, ‘os cidadãos devem procurar a Polícia e registrar ocorrência porque agiotagem é crime’. E disse, ainda: ‘A pena para o crime de agiotagem, também considerada crime praticado contra a economia popular, pela Lei Brasileira, é de seis meses anos de prisão, mais multa’.

Fonte – News Rondôni

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