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Covid-19: Após confirmar festa de réveillon, governo do AC volta atrás e analisa se vai realizar evento

G1 Ac
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Após confirmar que realizaria a festa de réveillon em Rio Branco, após um ano sem a comemoração, o governo voltou atrás e afirmou, nesta segunda-feira (29), que analisa se vai haver o evento. O motivo seria a pandemia do novo coronavírus e a possibilidade da variante ômicron aumentar a taxa de contaminados e de mortos pela doença.

No início do mês, o secretário de Empreendedorismo e Turismo (Seet) do estado, Jhon Douglas da Costa Silva, disse que a festa seria feita em parceria com a prefeitura da capital, por meio da Fundação Garibaldi Brasil.

Na época, o presidente da FGB, Pedro Aragão, estudava fazer a festa de réveillon em dois pontos, na Gameleira e no Mercado Velho. A ideia era descentralizar o público e, assim, evitar grandes aglomerações.

Ao g1, o chefe do Empreendedorismo da Seet, Anderson Costa, explicou que o governador Gladson Cameli pediu calma e que as equipes esperem os próximos dias para saber como vão ficar os casos de Covid-19 no Acre.

“O governador pediu que a gente aguardasse um pouco mais por conta da pandemia e dessa variante. Estamos vendo que os casos, dia a dia, estão aumentando e ele pediu para que a gente tivesse um pouco mais de cautela sobre esse evento”, explicou Costa.

A variante ômicron foi originalmente descoberta na África do Sul. Ela é considerada de preocupação, pois tem 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína “spike” (a “chave” que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).

Com o surgimento da variante, pelo menos cinco capitais brasileiras já cancelaram festas, eventos ou shows de réveillon 2022. Salvador, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa e Palmas já confirmaram que não terão festas.

A decisão ocorre em meio à tendência de queda que o Acre registra com relação aos números de mortes e de novos casos de Covid-19. O último registro de morte ocorreu no dia 26 de outubro, então, o estado completa 21 dias sem mortes pela doença. Ao todo, mais de 88 mil pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus e mais de 1,8 mil perderam a vida para a doença.

Eventos com mais de 100 pessoas

Nesta segunda (29), a edição do Diário Oficial do Estado (DOE) trouxe uma mudança sobre as normativas de realização de grandes eventos no estado. O Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 atualizou o protocolo sanitário para eventos de entretenimento com grande público e também incluiu orientações aos estabelecimentos do setor.

Com isso, eventos com mais de 100 pessoas foram liberados nas faixas amarela e verde durante pandemia.

A flexibilização acontece em função do avanço da vacinação no estado, principal medida de prevenção da Covid, e da queda do número de casos da doença, óbitos e hospitalizações.

Para entrar nesses eventos será necessário apresentação da carteirinha de vacinação comprovando a imunização contra a Covid-19.

Covid-19 e vacinação no Acre

O Acre segue com redução de casos e mortes pela Covid-19. Desde o início da pandemia, mais de 88,2 mil pessoas foram contaminadas e mais de 1,8 mil perderam suas vidas para a doença. Mais de 86 mil pessoas receberam alta.

Atualmente, em todo estado, há cinco pacientes internados nos hospitais de referência, dos quais 4 estão com resultado positivo para a doença, segundo último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde.

Dos 20 leitos disponíveis na rede SUS em todo o Acre, dois estão ocupados. Com isso, a taxa de ocupação dos leitos é de 10%. São 10 leitos em Rio Branco e 10 em Cruzeiro do Sul.

De acordo com informações do portal de transparência do governo, o Acre já recebeu 1.015.363 doses de vacinas e foram aplicadas 999.067 doses na população até esta segunda (29), data da última atualização. Das doses, 561.607 pessoas tomaram a primeira dose, 406.972 a segunda, 12.137 a dose única e 14.844 a de reforço.

Segundo o governo, o número de doses aplicadas que consta no portal refere-se aos dados já inseridos no sistema do Ministério da Saúde, cujas atualizações são realizadas pelos municípios. Por isso, pode haver atraso nas informações.

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