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21 outubro 2021 9:01 pm

Seca deixa 2,5 milhões em situação de profunda insegurança alimentar no Quênia

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente em inglês pela ONU News (SF)
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Sem chover há mais de um ano, situação pode piorar ainda mais caso a previsão de precipitação esperada para outubro não se confirme

Uma ação imediata é necessária para responder à severa seca que devasta as comunidades nas regiões áridas do Quênia. Segundo o Escritório de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), 2,5 milhões de pessoas já experimentam uma profunda insegurança alimentar depois que duas temporadas consecutivas de chuvas não se confirmaram na região.

“As pessoas na região estão enfrentando uma situação terrível”, disse Stephen Jackson, coordenador residente da ONU para o Quênia, ao lançar um apelo humanitário para a resposta à seca no Quênia.

Falando de Nairóbi, Jackson disse que as pessoas em Wajir, no norte do Quênia, não veem chuva há mais de um ano. As taxas de desnutrição aguda estão aumentando rapidamente, representando um risco iminente para crianças e mulheres grávidas e lactantes.

Muitos rebanhos já morreram por causa da seca, e a situação será pior se a chuva não vier em outubro. “Eu me encontrei com mulheres, homens e crianças em Wajir, que me contaram como suas vidas estão sendo afetadas pela seca. É imperativo agir agora”, disse ele.

recurso instantâneo contra a seca no Quênia pede quase US$ 139,5 milhões para ajudar 1,3 milhão de pessoas cujas vidas foram as mais atingidas pela crise. Estima-se que US$ 28,5 milhões já foram recebidos de doadores, incluindo US$ 5 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências das Nações Unidas.

Desde janeiro, a ONU e os parceiros internacionais já alcançaram quase meio milhão de pessoas para proteger suas vidas e meios de subsistência. “Mas não é o suficiente”, diz ele. “Nosso objetivo é oferecer um pacote completo de suporte aos países que enfrentarão as necessidades mais profundas e severas nos próximos meses”.

Jackson destaca que nem o Quênia, nem o continente africano foram os principais culpados na criação da emergência climática, mas estão entre os mais afetados por ela. “Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, de imediato, para proteger a vida das pessoas já afetadas por esta seca profunda e cruel”.

 

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