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Profissional dá dicas de como se preparar para testes físicos de concursos

Recomendação é que candidatos não deixem treinos para última hora

Correio Braziliense
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Nos últimos anos, os concursos da área de segurança pública estiveram – e ainda estão – em alta. Geralmente, esses certames são mais longos e envolvem várias outras etapas, além da tradicional etapa de provas objetiva e discursiva. Uma dessas etapas é o teste de aptidão física, conhecido como TAF.

Muitas vezes, os candidatos passam horas por dias sentados em frente ao computador e se esquecem de treinar para o TAF. Em entrevista ao Papo de Concurseiro, Raffael Paredes, educador físico e especialista em preparação física para concursos, alerta para os riscos que os concurseiros correm ao  negligenciar a preparação para o TAF. Raffael conta que, frequentemente,  atende pessoas que se intitulam ativas mas, na hora de colocar à prova os testes do TAF, entendem a real dificuldade que é a preparação física para concurso. Ele costuma disponibilizar gratuitamente treinos e sugestão de movimentos e exercícios. “Você não precisa de horas por dia e, sim, de minutos por semana para transformar a sua saúde e sua condição física e ter resultados concretos. O básico bem feito é mais que suficiente”, explica.

Confira entrevista completa abaixo.

 

Qual a importância do candidato que se prepara para concursos da área de segurança pública treinar antecipadamente para o TAF?

É fundamental iniciar com antecedência de, no mínimo, seis meses, pois você pode começar poucas vezes na semana (1, 2 vezes), 30 minutos de atividade, tirando seu corpo da zona de conforto sem stress articular e muscular. Dessa forma, ensina gradativamente seu corpo, gerando adaptação e aprendizado e diminuindo o risco de se lesionar, sem colocar em risco sua saúde e sem atrapalhar seu rendimento nos estudos.

 

Como os candidatos podem saber se está tudo bem com o corpo para iniciar o treino especificamente para o TAF?

Primeiramente, procurar um médico (cardiologista ou clínico geral) para fazer uma avaliação. Procurar uma academia ou um profissional para uma avaliação física e para entender suas dificuldades e necessidades.

 

Qual a recomendação para quem está apertado financeiramente e não tem dinheiro para pagar um personal?

Procurar perfis de profissionais (e não blogueiros ou entusiastas), pois diversos disponibilizam gratuitamente dicas de treinos e recomendações, com embasamento científico, do que deve ou não ser jeito. Evitar replicar treinos de amigos ou de pessoas que não tenham capacidade técnica e profissional. E não cometer erros básicos que a maioria dos candidatos cometem, como treinar todos os dias sem uma periodização ou um treino, simplesmente replicando os movimentos exigidos no TAF. Isso não é treinar para o TAF. Treinar é ter aprendizado motor a partir do mais fácil para o mais difícil.

 

Quando o candidato deixa para última hora, quais os riscos de sobrecarregar o treino em pouco tempo? 

Esse candidato corre grande risco de se lesionar, que pode ir desde luxações, distensão muscular, estiramento, fratura por estresse, além de problemas cardíacos, dentre outros. Sair do sedentarismo para um treino de alta complexidade requer tempo, e pode te custar caro, inclusive a sua vida.

 

Quais os riscos para o candidato que acha que precisa treinar intensamente e esquece de tirar as folgas do treino ao longo da semana?

Os mesmos do candidato que deixa para começar em cima da hora: fratura por estresse, mal súbito. Ter descansos ao longo da semana é tão importante quanto começar a treinar com antecedência.

Para além da preparação do TAF, qual a importância da atividade física para os concurseiros que passam grande parte do dia sentados estudando?

A atividade física ajuda no controle de ansiedade, na regulação do sono, libera diversos hormônios que aumentam a produtividade intelectual e o raciocínio lógico, aumenta a capacidade cognitiva, diminui o cansaço e o risco de doenças circulatórias, controla e equilibra o estresse, além de reduzir as dores que podem vir a atrapalhar durante horas e horas de estudo, como dor na coluna e nas pernas. Por isso, é fundamental fazer pequenas pausas a cada uma ou duas horas de estudos e realizar exercícios de alongamento e fortalecimento muscular.

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