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Mortalidade da variante delta pode ser 133% maior que a cepa nativa

Uma outra pesquisa, divulgada na noite de segunda-feira, na revista The Lancet, mostra que duas doses da vacina Pfizer/BioNTech são eficazes na prevenção da hospitalização por todas as variantes do coronavírus por ao menos seis meses

Correio Braziliense
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Um estudo canadense com 212.326 casos de covid-19 confirma que as variantes de preocupação (VOCs) do Sars-CoV-2 são mais virulentas do que a cepa nativa do vírus, aumentando o risco de hospitalização, internação em unidade de terapia intensiva (UTI) e morte. A pesquisa, publicada no Jornal da Associação Médica Canadense, encontrou uma mortalidade 133% maior que a observada em relação à versão original no caso da delta.

Variantes preocupantes incluem aquelas com a mutação N501Y, como alfa, beta, gama e a delta, que substituíram a cepa original do Sars-CoV-2. Do total de casos estudados, 22,4% eram não VOCs, 76,7% eram infecções com mutações N501Y e 2,8% eram prováveis delta.

Com as infecções por alfa, beta e gama, os riscos de hospitalização foram 52% maiores, a admissão em UTI, 89% mais elevada, e houve 51% mais mortes. Já quanto aos pacientes contaminados pela delta, esses percentuais foram, respectivamente, 108%, 235% e 133% maiores. Mesmo após o ajuste para idade, sexo, comorbidades e outros fatores, o risco aumentado de persistiu.

Os pesquisadores também analisaram o efeito da vacinação, que atenuou a gravidade das VOCs, reduzindo o risco de doenças graves e morte em pessoas parcial e totalmente imunizadas. “Os efeitos relatados representam um grau substancial de proteção contra a morte conferida pelas vacinas (cerca de 80% a 90%) mesmo quando não conseguem prevenir a infecção. Esses efeitos de proteção direta podem ajudar a reduzir os impactos na saúde do Sars-CoV-2”, escrevem os autores.

Eficácia

Uma outra pesquisa, divulgada na noite de segunda-feira, na revista The Lancet, mostra que duas doses da vacina Pfizer/BioNTech são eficazes na prevenção da hospitalização por todas as variantes do coronavírus por ao menos seis meses. O estudo, realizado pelo laboratório norte-americano e a organização Kaiser Permanente, analisou dados médicos de 3,4 milhões de pessoas no sul do estado da Califórnia entre 4 de dezembro e 8 de agosto.

O resultado apontou que a eficácia da vacina contra os riscos de infecção diminui ao longo do tempo, de 88% no mês seguinte à segunda dose, para 44% após seis meses. A substância, por sua vez, mantém sua efetividade de 90% contra os riscos de hospitalização por covid-19 por ao menos seis meses. “Nosso estudo confirma que as vacinas são uma ferramenta central para controlar a epidemia, e são extremamente eficazes na prevenção de formas graves e hospitalizações, inclusive contra a Delta e outras variantes preocupantes”, resumiu Sara Tartof, principal autora do estudo.

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