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18 outubro 2021 4:23 pm

Médicos que atuam em UBS de Rio Branco podem parar atendimentos

Agazeta
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Classe ameaça uma greve, ou ainda, um pedido de demissão coletiva
Com salários defasados, os médicos que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde de Rio Branco tentam uma negociação com a Prefeitura desde o início da gestão de Tião Bocalom, do Progressistas. Os profissionais querem uma reformulação no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).

O presidente do Sindicato dos Médicos, Guilherme Pulici, revela que os profissionais lotados na Prefeitura possuem um salário base de R$ 1800,00 e recebem o restante dos recursos por meio de complementações.

“Nós apresentamos uma proposta no mês de junho, desde o começo do ano nós estávamos em contato com o secretário de saúde do município, e ele me pediu um prazo para regularizarem a situação, no momento, nós compreendemos e fizemos uma proposta que foi apresentada em junho, e até agora não tivemos nenhuma resposta em relação ao documento”, afirmou Guilherme.

O sindicato informou que aproximadamente 50 médicos trabalham na Prefeitura de Rio Branco. Uma assembleia geral está marcada para esta quinta-feira (7) com a categoria, e se nada for decidido, uma greve não está descartada, ou ainda, um pedido de demissão coletiva.

“Convocamos uma assembleia geral já prevendo essa possibilidade, porque se não houver nenhuma resposta por parte da Prefeitura nesse sentido [em relação do PCCR] a greve passa a ser legítima”, declarou Pulici.

Procurada, a Secretaria de Saúde do Município enviou uma nota explicando que nunca esteve fechada ao diálogo com a categoria, mas afirmou que não pode fazer uma reforma no PCCR de maneira isolada, e por isso, está em busca de discutir as propostas de todos os profissionais de saúde.

Confira a nota na íntegra:

Em resposta as “tentativas de diálogo” sobre a reforma do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), dos profissionais médicos, vimos esclarecer que em nenhum momento estivemos fechados ao diálogo com a categoria. O que não podemos é fazer uma reforma de maneira isolada, apenas beneficiando os profissionais médicos, quando se faz necessário discutir as propostas com todas as categorias que abrangem todos os profissionais do sistema de saúde. Porém, esclarecemos ainda que a Lei Federal 173, nesse momento, nos impede de fazer qualquer tipo de ajustes de salário e ou até novas contratações definitivas. Reiteramos dizendo, jamais estivemos fechados ao diálogo e nossas portas, tanto da prefeitura de Rio Branco quanto da Secretaria Municipal de Saúde- SEMSA estão sempre abertas.

Com informações de Jardel Angelim

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